Um empresário foi preso em flagrante na última terça-feira (30) em Paranaguá, no litoral do Paraná, durante a 21ª fase da Ação Integrada de Fiscalização Ambiental (Aifa). Ele é o responsável legal por uma empresa de lavagem de caminhões que havia sido embargada por causar poluição em área de manguezal e de curso d’água. A prisão foi realizada após a constatação de que a atividade foi retomada ilegalmente, apesar do embargo anterior.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), que participou da operação, a empresa já havia sido autuada seis vezes pelo Instituto Água e Terra (IAT) por irregularidades ambientais. Na nova fiscalização, os órgãos constataram que os equipamentos de lavagem — anteriormente apreendidos — haviam sido reinstalados ou substituídos para continuar o serviço. A atividade clandestina despejava produtos químicos perigosos, inclusive explosivos, diretamente no mangue e na galeria de águas pluviais que deságua no rio Emboguaçu.
A atuação do lava a jato violava diversos dispositivos da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), incluindo os artigos 38, 38-A, 48 e 68, que tratam da destruição de vegetação em áreas de preservação permanente, do impedimento da regeneração natural da flora e da poluição de corpos hídricos.
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Além do caso da lavagem clandestina, a operação também identificou e desativou um aterro ilegal no Canal do Chumbo, também em Paranaguá. A intervenção resultou na retirada de mais de 26 caminhões de entulho, permitindo a retomada do fluxo natural do rio na região.
A Aifa é realizada desde setembro de 2023 e reúne diversas instituições em uma força-tarefa conjunta, incluindo o MPF, Ministério Público do Paraná (MPPR), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Instituto Água e Terra (IAT), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar Costeira, além da Prefeitura de Paranaguá e da Guarda Civil Municipal.
A população pode ajudar denunciando crimes ambientais como invasões, construções irregulares, aterros e descarte de lixo em áreas protegidas. As denúncias podem ser feitas no portal MPF Serviços, na opção “Representação inicial (denúncia), fato ilícito ou irregularidade”. Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone (41) 3219-8754, de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h.












