O Rio Branco Sport Club anunciou nesta semana um marco inédito em sua história: a profissionalização permanente das categorias de base do clube. Em nota oficial divulgada nas redes sociais, a equipe de Paranaguá afirmou que, pela primeira vez, está implementando um projeto estruturado para as categorias Sub-20, Sub-17, Sub-15 e Sub-13.
De acordo com o comunicado, assinado por Marcos Amaral, executivo do clube, a iniciativa faz parte de um novo ciclo de desenvolvimento com foco na reformulação do departamento de base. O objetivo, segundo a nota, é adotar práticas modernas de gestão esportiva, buscar profissionais capacitados e oferecer uma estrutura sólida para a formação de jovens atletas do litoral do Paraná e de todo o Brasil.
“Estamos iniciando um novo ciclo de desenvolvimento (…), com o objetivo de qualificar ainda mais nosso trabalho de formação e revelar talentos com excelência”, diz o texto. “Acreditamos que, com planejamento, profissionalismo e investimento na base, construiremos um Rio Branco ainda mais forte, competitivo e comprometido com o desenvolvimento do futebol e da juventude.”
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Apesar do anúncio promissor, o momento vivido pelo clube em campo está longe do ideal. Após um alto investimento feito por Marcos Amaral e sua equipe no time profissional — com contratações de nomes conhecidos do futebol nacional, incluindo ex-jogadores do Palmeiras e até um atleta com passagem pela seleção boliviana —, o Rio Branco não conseguiu permanecer na elite do Campeonato Paranaense. O time foi rebaixado em 2025 e voltará a disputar a segunda divisão estadual em 2026.
Nas categorias de base, o cenário também é preocupante. O time Sub-20 segue disputando o Campeonato Paranaense da categoria, mas só conquistou sua primeira vitória na sexta rodada. Atualmente, ocupa a lanterna da tabela e corre sérios riscos de rebaixamento. Nas redes sociais, torcedores e familiares de jogadores têm criticado duramente a gestão da base, apontando falta de infraestrutura e apoio aos atletas.
Mesmo com o vice-campeonato da segunda divisão em 2024, os últimos anos têm sido marcados por instabilidade para o tradicional clube parnanguara. Foram dois rebaixamentos em três temporadas e uma gestão em formato de SAF (Sociedade Anônima do Futebol) que, até aqui, não conseguiu conquistar a confiança da torcida.
Com o anúncio da profissionalização das categorias de base, cresce a expectativa por uma virada na história recente do Leão da Estradinha. No entanto, para que esse novo ciclo realmente comece, será preciso mais do que promessas: será necessário entregar resultados dentro e fora de campo.












