A Festa do Divino Espírito Santo é um dos eventos mais tradicionais da cultura caiçara do Paraná, e no próximo final de semana (7 e 8), toda a comunidade litorânea vai poder prestigiar as comemorações na Ilha de São Miguel, no litoral paranaense. Quem mantém essa tradição por aqui é a Associação de Cultura Popular Mandicuera, que preserva o folclore local e contribui para que atravessem a outras gerações.
A Festa acontece após 50 dias de romaria pelas comunidades nas baías de Paranaguá e Guaraqueçaba, no Paraná, e de Cananéia, em São Paulo, quando fiéis celebram o Pentecostes, que simboliza a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo.
Para a coordenadora do evento, Mariana Zanette, a Festa do Divino é uma forma de enaltecer a cultura caiçara em todas as suas formas. “Esta atividade é fundamental para reforçar os laços comunitários, de fé e pertencimento à cultura caiçara. É uma joia do patrimônio imaterial brasileiro que perdura espontaneamente através dos tempos”.
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Mariana explica que todos os anos uma comunidade insulana é sorteada para realizar a festa, e desta vez, o evento conta com o apoio da Comunidade Católica da Vila de São Miguel, na baía de Paranaguá.
Neste ano, o mestre fandangueiro Aorélio Domingues, celebra 30 anos de participação ativa nas romarias da Festa do Divino Espírito Santo, marcando um importante legado de fé e tradição na cultura caiçara. Para festejar este marco histórico, será exibido o documentário “Mar e Fé”, às 20h do sábado (7). “Sempre é uma emoção muito grande participar durante esses 30 anos, que conservo com muita fé, com muita esperança e sempre sou muito grato por participar. Não é apenas uma atividade cultural, uma atividade de resistência, é uma religiosidade, é a nossa religião caiçara”, destacou Domingues.
FÉ E TRADIÇÃO
As primeiras manifestações culturais referentes à Festa do Divino Espírito Santo datam de 1322, na cidade de Alenquer, em Portugal. Tradicionalmente, a festa ainda mantém as mesmas características daquela época como os foliões reunidos em romarias pelas comunidades e mantendo a musicalidade tradicional com instrumentos como rabeca, viola e caixa. Há mais de 700 anos a herança cultural ressoa nas toadas e permanece viva espontaneamente entre os participantes que andam de comunidade em comunidade, sem deixar a fé e a tradição morrer.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
Sábado (07/06)
9h – Saída do barco no trapiche em frente ao Aquário de Paranaguá com destino a São Miguel
11h – Levantamento do mastro
14h – Romaria
18h – Santo Encerro
20h – Exibição do Documentário “Mar e Fé”
21h – Baile de Fandango
Domingo (08/06)
6h – Alvorada das bandeiras
7h – Café da manhã9h – Encontro das bandeiras e recepção do padre na cabeceira do trapiche da Vila São Miguel, seguido de procissão das bandeiras até a Igreja do Bom Jesus
10h – Santa missa de Pentecostes
12h – Almoço comunitário
15h – Derrubada do mastro, despedida e Santo Encerro
SERVIÇO
A viagem ida e volta custa R$ 100,00, com saída no sábado (7) e dois horários de retorno no domingo (8). Os participantes também vão receber uma camisa personalizada.
Para quem tem interesse em visitar a ilha de São Miguel e participar do evento, pode reservar um lugar no barco clicando aqui em: (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdtDnZAVNIdkDZ2pgEDbfvilG7sckB_KOlykUdwWH3TXQLyPw/viewform?usp=sharing&ouid=110089632236021551446).












