No Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, o Paraná tem muito a comemorar. O Estado se consolidou como uma das maiores referências do mundo na área, alcançando índices que o colocariam em 3º lugar no ranking global de doadores — atrás apenas da Espanha e dos Estados Unidos — se fosse considerado um país.
De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), elaborado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o Paraná registrou 42,3 doadores por milhão de habitantes em 2024, mais que o dobro da média brasileira (18,6). Em 2025, até junho, o Estado segue na liderança, com 37,9 doadores por milhão, mantendo números acima da média nacional.
Entre janeiro e agosto de 2025, o Paraná registrou 315 doações efetivas e realizou 452 transplantes de órgãos, sendo 262 de rim, 162 de fígado e 20 de coração, além de transplantes conjugados.
“A decisão da doação de órgão ocorre em um momento delicado para a família do paciente. Mas o trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado e pela Secretaria de Saúde tem dado esse conforto às famílias e mostrado a importância dessa doação para salvar inúmeras vidas”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto.
O Paraná se destaca pela estrutura do Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR), coordenado pela Central Estadual de Transplantes (CET) em Curitiba.
São 4 Organizações de Procura de Órgãos, 70 hospitais notificantes, 34 equipes transplantadoras, 5 laboratórios de histocompatibilidade e uma logística que conta com helicóptero e 5 aviões disponíveis 24h por dia para o transporte de órgãos e equipes médicas.
Desde 2019, já foram realizadas 708 missões aéreas, somando mais de 2 mil horas de voo. Apenas em 2025, até julho, foram 81 missões.
Outro destaque é a abordagem humanizada feita às famílias. Em 2025, apenas 31% recusaram a doação, índice bem abaixo da média nacional (45%).
“Nosso objetivo é salvar vidas. Toda a operação é feita de forma ágil, com logística integrada e profissionais capacitados para garantir que cada doação se transforme em esperança para quem aguarda na fila”, completou Beto Preto.
Com esses números e estrutura, o Paraná reforça sua posição como potência nacional e mundial em transplantes, salvando vidas dentro e fora do Estado.
Fonte: Governo do Paraná













