A operação denominada Operação Contenção, deflagrada na tarde de terça-feira (28) nos complexos do Complexo do Alemão e da Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, resultou em pelo menos 64 mortos, entre policiais e criminosos.
Dentre as vítimas estão dois policiais civis e dois agentes do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).
A operação envolveu aproximadamente 2,5 mil agentes civis e militares, com participação de unidades especializadas. Como parte das ações de contenção, foram mobilizados drones, helicópteros, blindados terrestres, veículos de demolição e ambulâncias de resgate.
Durante os confrontos, cerca de 31 fuzis foram apreendidos, conforme declaração do governador do Estado do Rio de Janeiro.
Nos dois complexos, o impacto se estendeu à rotina da população: 48 escolas tiveram as atividades afetadas, houve bloqueios e interferências no transporte público — incluindo a Linha Amarela (Rio de Janeiro) do metrô e tentativas de bloqueio da Avenida Brasil.
“Estamos em estado de atenção e alerta para possíveis retaliações. A polícia está toda na rua e todos os batalhões estão em prontidão”, afirmou o governador.
Segundo o secretário de Segurança Pública, o desafio operativo é agravado pelas áreas de difícil patrulhamento — “cerca de 9 milhões de metros quadrados de desordem”, dominados por criminosos que estruturaram uso de drones e artefatos explosivos.
Especialistas entrevistados destacam que, embora a ofensiva tenha sido uma das maiores operações de segurança dos últimos 15 anos no estado, ela também expõe fragilidades na estratégia de combate ao crime organizado — em especial a necessidade de ações de inteligência, desmantelamento de fluxos financeiros e articulação social nas comunidades.












