O Governo do Paraná contratou um consórcio de três empresas para implantar um sistema digital de controle de acesso à Ilha do Mel, com investimento próximo de R$ 10 milhões. Com o novo plano, o limite de visitantes praticamente dobra, passando de 5 mil para 11 mil pessoas na ilha. A empresa vai operar uma plataforma digital de bilhetagem, equipamentos de controle físico, painéis informativos e monitoramento, com implantação prevista em até 120 dias e contrato de operação por 60 meses.
A expectativa é que as mudanças no acesso entrem em vigor ainda neste primeiro semestre. Junto com o novo sistema, o Instituto Água e Terra prepara uma portaria para regulamentar a cobrança de uma taxa de ingresso, cuja arrecadação ficará com a Prefeitura de Paranaguá.
A Abaline, associação que administra o terminal de embarque de Pontal do Sul e Paranaguá por meio de contrato com o Estado até 31 de agosto de 2026, afirma que a comunidade não foi chamada para discutir as mudanças antes da contratação do consórcio. O presidente da entidade, Rafael Santos de Mattos, declarou que a população quer entender como tudo vai funcionar e manifestou preocupação com o aumento do limite de visitantes na ilha.
O IAT informou que o novo sistema será apresentado em consulta pública prevista para a primeira quinzena de março e que, num primeiro momento, será cobrado apenas o ingresso, sem taxa de permanência. Moradores e familiares até segundo grau, idosos, crianças, prestadores de serviço e servidores públicos em trabalho deverão ser isentos, e os recursos arrecadados serão destinados ao desenvolvimento sustentável da ilha.
Em outros destinos turísticos e de preservação ambiental do país já existe cobrança semelhante, como em Morro de São Paulo, na Bahia, e em Fernando de Noronha, onde a taxa de preservação é obrigatória desde 1989.
Fonte: JB Litoral












