Moradores da comunidade de Almeida, em Guaraqueçaba, receberam nesta quarta-feira uma força-tarefa do Estado com serviços de segurança, cidadania e proteção às mulheres.
A ação reuniu a Polícia Civil do Paraná, por meio do projeto PCPR na Comunidade, e o programa Mulher Segura, em uma região de difícil acesso, onde chegar até uma delegacia costuma ser um desafio para quem precisa de atendimento. As equipes foram levadas pela Patrulha Costeira do 9º Batalhão da Polícia Militar, o que permitiu que os serviços chegassem diretamente à localidade.
Na comunidade, foram feitos documentos de identidade, repassadas orientações e realizados encaminhamentos ligados a políticas de proteção, aproximando o poder público do dia a dia dos moradores. “Quando a distância vira obstáculo, o Estado precisa se aproximar. O PCPR na Comunidade leva atendimento, orientação e encaminhamentos essenciais diretamente às pessoas, com respeito e agilidade”, afirmou o coordenador do programa, João Mário Goes.
O programa Mulher Segura atuou com foco na prevenção e no enfrentamento da violência doméstica, conversando diretamente com moradores, comerciantes e pessoas que circulavam pela região. De acordo com o coordenador da iniciativa, tenente-coronel Cleverson Rodrigues Machado, a presença próxima faz diferença na hora de incentivar as denúncias. “A atuação corpo a corpo é fundamental para conscientizar, fortalecer a rede de apoio e mostrar que a denúncia pode ser feita com segurança, inclusive de forma anônima, ajudando a romper o ciclo da violência”, destacou.
Ao todo, cerca de 60 moradores foram atendidos e a programação segue nesta sexta-feira, com expectativa de ampliar o número de pessoas beneficiadas. A representante da Associação de Moradores, Marival Correia dos Santos, agradeceu a presença das equipes e resumiu o impacto da iniciativa: “É só agradecer imensamente a solicitação atendida. Essa ação faz muita diferença para a nossa comunidade”.
O trabalho faz parte de uma estratégia do Estado para levar serviços de segurança e proteção social a áreas isoladas, reduzindo barreiras de acesso e fortalecendo a rede de apoio às vítimas de violência. As equipes permanecem atuando na região para dar continuidade aos atendimentos e acompanhamentos necessários.
Fonte: Agência Estadual de Notícias












