Monitoramento aponta que atividade pesqueira artesanal se mantém estável na região
A pesca artesanal na Baía de Guaratuba continua intensa e organizada, mesmo com o avanço das obras da Ponte de Guaratuba, no Litoral do Paraná. O acompanhamento técnico feito pelo Subprograma de Monitoramento Socioeconômico e Compensação da Atividade Produtiva Impactada nas Comunidades Tradicionais mostra que os pescadores mantêm suas rotinas nas áreas internas da baía, onde tradicionalmente fazem a captura de tainha e camarões.
Essas áreas continuam sendo usadas por diferentes comunidades ao mesmo tempo, o que reforça o caráter coletivo e tradicional da pesca na região. Ao longo de todo o período analisado, não foram registradas mudanças no padrão de atividade que possam ser associadas diretamente às obras da ponte.
O trabalho de monitoramento tem como foco acompanhar, de forma contínua, possíveis impactos do empreendimento sobre a pesca artesanal, que é o sustento econômico, social e cultural de diversas comunidades tradicionais do litoral. A atenção é maior sobre espécies de grande importância para a renda dos pescadores, como a tainha e os camarões, considerados fundamentais para a economia local.
O monitoramento contínuo garante que qualquer mudança seja percebida rapidamente e, se necessário, sirva de base para a adoção de medidas compensatórias previstas na legislação ambiental. “O monitoramento da pesca foi uma decisão construída a partir do diálogo com as comunidades tradicionais. Mesmo não sendo um impacto previsto no EIA/RIMA, o DER optou por implantar o subprograma para garantir transparência e segurança técnica. Os resultados confirmam que a atividade pesqueira segue sem impactos associados à construção da ponte”, afirma Robson do Valle, coordenador ambiental do Consórcio Supervisor Ponte de Guaratuba.
Paralelamente, o Programa de Monitoramento da Qualidade da Água e dos Sedimentos reforça o cenário de controle ambiental na região. De acordo com as medições, cerca de 95% dos parâmetros da água permanecem dentro dos limites legais, sem tendência de piora ligada às frentes de obra.
Os 5% restantes correspondem a oscilações pontuais já registradas antes da construção, associadas a pressões ambientais anteriores na bacia, sem relação direta com a implantação da ponte. Nos sedimentos, todas as amostras analisadas apresentaram concentrações de metais abaixo dos valores orientadores, indicando estabilidade nas condições do fundo da baía.
O trabalho de campo inclui ainda registros fotográficos das atividades ambientais realizadas na Ponte de Guaratuba, que mostram o dia a dia dos pescadores e das equipes técnicas durante o monitoramento. As imagens fazem parte de uma galeria disponibilizada pelo governo estadual.



Fonte: Agência Estadual de Notícias












