Missão da Nasa passa pelo lado oculto da Lua, alcança distância inédita da Terra e entra na reta final antes da amerissagem no Pacífico
Os quatro astronautas da missão Artemis II começaram oficialmente o caminho de volta após um sobrevoo pela Lua nesta segunda-feira (6). A cápsula Orion chegou ao ponto mais distante já atingido por humanos no espaço, a cerca de 406,6 mil km da Terra, superando em mais de 6 mil km a marca da Apollo 13, registrada em 1970. Durante a passagem pelo lado oculto, a nave ficou sem comunicação, operou de forma autônoma e realizou as manobras necessárias para iniciar o retorno. A bordo estão três astronautas dos Estados Unidos e um do Canadá, na primeira viagem tripulada além da órbita terrestre desde o programa Apollo.
Após o período sem sinal, o contato foi restabelecido com uma mensagem da astronauta Christina Koch, que celebrou poder voltar a ouvir a Terra. A tripulação relatou que, naquele momento, observava Ásia, África e Oceania a partir da cápsula, enquanto era possível ver a Lua do nosso planeta. Com o sobrevoo concluído, a nave segue executando pequenas queimas de motor para alinhar a trajetória de descida em direção à Terra. Nos próximos dias, os astronautas farão correções de rota, testes de pilotagem manual, simulações de abrigo contra radiação solar e revisões dos procedimentos de reentrada.
O cronograma prevê que, em 7 de abril, a Orion deixe a área de influência gravitacional da Lua e, no dia seguinte, ocorra a fase de testes manuais e treinamentos internos. Em 9 de abril, a tripulação terá o último dia completo no espaço, com nova correção de trajetória e preparação física para o retorno à gravidade. Já em 10 de abril, está programada a queima final dos motores, a separação do módulo de serviço, a reentrada atmosférica com o escudo térmico em temperatura extrema e, por fim, a amerissagem no Oceano Pacífico, onde a equipe será resgatada por navios da Marinha dos Estados Unidos.
A missão também teve momentos simbólicos ao longo do dia. Logo cedo, os astronautas ouviram uma mensagem gravada de Jim Lovell, veterano das missões Apollo 8 e Apollo 13, que os chamou de volta à “antiga vizinhança” e desejou boa sorte. Mais tarde, a equipe pediu que duas crateras observadas da nave recebessem nomes especiais: uma foi batizada em homenagem à esposa do comandante, já falecida, e outra ganhou o nome da própria cápsula.
Fonte: G1













