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Paraná intensifica cuidado integral aos povos indígenas

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Estado reforça ações de saúde e respeito à cultura nas aldeias em 31 municípios paranaenses

No Dia dos Povos Indígenas, celebrado neste domingo (19), o Estado destacou o conjunto de ações voltadas à saúde dos povos originários, especialmente das etnias Guarani e Kaingang. Segundo dados oficiais, em 2026 o Paraná conta com cerca de 28 mil indígenas, sendo mais de 20 mil moradores de 69 aldeias em 31 municípios.

A organização da assistência segue o modelo tripartite: a atenção primária nas aldeias é responsabilidade do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena, enquanto os atendimentos de média e alta complexidade são pactuados entre o Distrito Sanitário Especial Indígena Litoral Sul, o Estado e os municípios. Esse arranjo acompanha a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, com equipes multidisciplinares atuando diretamente nos territórios e a Secretaria de Estado da Saúde oferecendo suporte especializado.

O secretário estadual da Saúde ressaltou que o objetivo é manter um sistema inclusivo e atento às especificidades das comunidades. Ele citou como exemplo a decisão de classificar gestantes e crianças indígenas no risco intermediário, o que reduz distâncias e acelera o acesso a consultas e exames especializados, respeitando as particularidades sociais e geográficas das aldeias.

A transversalidade das políticas públicas é um dos eixos dessa atuação: diferentes áreas da saúde trabalham em conjunto para responder às necessidades das comunidades indígenas em toda a Rede de Atenção à Saúde. Na linha materno-infantil, a estratificação em risco intermediário busca garantir agilidade nos atendimentos, enquanto na saúde mental o Instrumento de Estratificação de Risco identifica a população indígena como grupo de “condições especiais”, ampliando o olhar técnico e facilitando o planejamento das equipes.

Um exemplo prático dessa integração foi a ação recente com mulheres da Aldeia Rio das Cobras, maior terra indígena do Estado, entre Nova Laranjeiras e Espigão Alto do Iguaçu. Em passagem por Nova Laranjeiras, a Carreta Saúde da Mulher reservou atendimento exclusivo às moradoras da aldeia, oferecendo mamografias, ultrassonografias, exames de Papanicolau e orientações de autocuidado.

Na imunização, o suporte logístico e técnico do Estado também aparece nos números. Desde março de 2026, mais de 3,1 mil doses de vacina contra a influenza foram aplicadas no público indígena, continuidade de um trabalho iniciado em 2025, quando foram aplicadas mais de 13,8 mil doses.

Fonte: Agência de Notícias do Governo do Paraná
Imagens: Jonathan Campos/AEN

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