jovens de 15 a 29 anos lideram ranking de dívidas e concentram mais da metade das buscas por “quitar dívidas” no Google
Dados do Banco Central mostram que os jovens entre 15 e 29 anos são a faixa etária mais inadimplente do país, superando todas as demais gerações. Apesar de dominarem o ambiente digital e consumirem facilmente conteúdos sobre finanças em redes sociais e YouTube, a vasta oferta de materiais educativos online não tem garantido estabilidade econômica para esse grupo.
Entre abril de 2025 e março de 2026, os jovens concentraram 57,1% de todo o interesse no Google pelo termo “quitar dívidas”. O número de jovens com acesso a crédito saltou de 13,7 milhões em 2016 para 27,6 milhões em 2024 — um crescimento de 101%. Em 2024, 17 milhões de jovens da Geração Z usaram cartão de crédito à vista e 13 milhões (79%) também utilizaram rotativo ou parcelado.
A Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) tende a buscar soluções de crédito em vez de estratégias de acumulação de poupança. A principal modalidade de crédito utilizada é o cartão de crédito.
Diferente das gerações anteriores — que enfrentaram inflação de até 764% ao ano no início dos anos 1990 e passaram a priorizar a poupança —, a geração atual demonstra maior confiança na economia.
Apesar dos gastos elevados, 52% dos jovens entre 18 e 28 anos ainda consideram a estabilidade financeira uma prioridade para os próximos dez anos, segundo levantamento da MindMiners. Os principais obstáculos apontados são baixos salários (48%), exigência de experiência prévia (39%), alta concorrência (35%) e falta de networking (32%).
A renegociação ocorre quando consumidor e credor ajustam prazos, valores ou taxas de juros para tornar a quitação mais viável. Plataformas digitais de bancos e serviços especializados permitem consultar débitos, simular propostas e fechar acordos online.
O ideal é negociar valores reduzidos, buscar prazos mais longos e evitar parcelas que comprometam grande parte da renda.
Fonte: Bem Paraná
Imagens: Assessoria












