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Paraná reduz homicídios, Paranaguá entra em ranking nacional. Mas, Estado e município ampliam investimentos na segurança

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Com queda histórica da violência no interior, forças policiais intensificam operações e reforçam combate ao crime organizado na região portuária

O Paraná segue registrando queda nos índices de violência em grande parte do estado. Dados divulgados pelo Governo do Paraná mostram que, nos primeiros nove meses de 2025, 197 municípios não tiveram nenhum homicídio registrado, enquanto diversas outras cidades contabilizaram apenas um caso no período.

Na comparação com o ano anterior, o estado apresentou redução de 29% nos assassinatos e queda de 17,6% nos roubos. Segundo as forças de segurança, os resultados são consequência da integração entre as polícias, investimentos em tecnologia e ampliação das ações de inteligência.

Ao mesmo tempo em que os indicadores estaduais apontam melhora significativa, Paranaguá passou a figurar entre as cidades com maiores índices de violência do país, segundo o Atlas da Violência 2026. O município portuário apareceu como o mais violento do Paraná e ocupou a 26ª posição no ranking nacional.

De acordo com investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, os índices estão ligados à atuação de organizações criminosas envolvidas no tráfico internacional de drogas. A disputa entre facções pelo uso da estrutura portuária para envio de entorpecentes ao exterior tem motivado confrontos e homicídios na região.

Diante desse cenário, o litoral paranaense passou a concentrar grandes operações integradas das forças de segurança. Em dezembro de 2025, a Missão Paraná IV resultou na prisão de 40 pessoas em ações simultâneas realizadas em Paranaguá, Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná e Antonina, com cumprimento de 69 mandados de busca e apreensão.

Já em março de 2026, uma megaoperação mobilizou cerca de 60 agentes de segurança em Paranaguá para o cumprimento de 17 mandados judiciais relacionados a homicídios e tentativa de assassinato investigados no município.

As operações envolvem Polícia Civil, Polícia Militar e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que vêm ampliando o combate às facções criminosas atuantes na região portuária. Em uma das ações recentes, uma servente de limpeza que trabalhava na Delegacia de Paranaguá foi presa por suspeita de ligação com organização criminosa ligada ao tráfico.

As forças policiais também realizaram apreensões de drogas, munições e armamentos em diferentes operações contra o crime organizado. Em julho de 2025, uma ação do Gaeco prendeu 14 integrantes de um grupo investigado por controlar o tráfico de drogas em bairros da cidade.

O reforço operacional inclui ainda fiscalizações no porto com uso de cães farejadores e abordagens em larga escala em veículos e cargas com destino internacional. Apenas no primeiro semestre de 2025, o Paraná apreendeu 287,9 toneladas de drogas, número 27,5% superior ao registrado no mesmo período anterior.

Paralelamente às operações, o Estado e o município ampliaram investimentos em segurança pública na região. Paranaguá recebeu sistemas de monitoramento inteligente, reforço na Guarda Civil Municipal e ações de capacitação para agentes de segurança.

O Governo do Paraná também anunciou investimentos em novas viaturas, equipamentos tecnológicos e fortalecimento das estruturas das polícias Civil e Militar. Em 2025, o estado alcançou a segunda maior redução de homicídios do Brasil e registrou a menor taxa da série histórica estadual.

Apesar dos desafios enfrentados em regiões estratégicas ligadas ao tráfico internacional, os dados apontam que o Paraná mantém tendência de queda nos índices criminais e concentra esforços no fortalecimento das ações de inteligência, repressão ao crime organizado e ampliação da presença policial. A expectativa das autoridades é consolidar os avanços registrados no interior e reduzir os impactos da atuação das facções criminosas nas cidades portuárias do estado.

Fonte: Atlas da Violência 2026, Governo do Paraná, Polícia Civil do Paraná e Gaeco
Imagens: Ricardo Almeida – AEN

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