A Justiça Eleitoral determinou a cassação do mandato de sete dos nove vereadores eleitos em Francisco Alves, no noroeste do Paraná, por esquema de compra de votos envolvendo a distribuição de mais de 2.100 litros de combustível nas eleições municipais de 2024.
Como funcionava o esquema
O Ministério Público Eleitoral apurou que candidatos usaram um posto de combustíveis a 10 km do centro da cidade para liberar vales-combustível em troca de apoio escondido e votos. As distribuições ocorreram principalmente em setembro de 2024, mês das eleições.
A coligação “Pra Frente Francisco Alves” foi identificada como parte da operação, com a candidata principal Maria Aparecida da Silva, conhecida como “Cida”, sendo uma das figuras centrais do esquema.
Consequências da decisão
- 7 dos 9 vereadores perderam o mandato de forma imediata.
- Os condenados foram declarados inelegíveis por 8 anos
- A Justiça anulou os votos recebidos pelos vereadores cassados.
- A denúncia contra o prefeito e o vice foi rejeitada pela Justiça Eleitoral.
- A decisãosubjegó em primeiro grau, mas os recursos ainda estão pendentes, o que mantém os vereadores trabalhando na Câmara até o julgamento final.
Impacto em Francisco Alves
Francisco Alves é uma cidade de cerca de 8 mil habitantes, com aproximadamente 6 mil eleitores. A cassação atingiu a maioria absoluta da Câmara, causando um impacto político e institucional inédito na região Oeste do Paraná.
A ação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral por abuso de poder econômico e compra de votos, crimes previstos no Código Eleitoral.
fonte: G1












