OpenAI perde maioria absoluta no mercado de IA e concorrentes crescem
A OpenAI perdeu, pela primeira vez, a maioria absoluta do mercado global de assistentes de inteligência artificial. O ChatGPT encerrou maio com 46,4% de participação no setor, refletindo a migração de usuários para plataformas concorrentes. A queda foi impulsionada por questões de confiança na marca e pela necessidade de integração com ecossistemas já existentes.
O Gemini, do Google, consolidou a segunda posição global com 27,7% do mercado e 662 milhões de usuários ativos mensais. O Claude, da Anthropic, assumiu o terceiro lugar com 10,3% e 245 milhões de usuários. Mesmo na queda, o ChatGPT ainda registra mais de 1,1 bilhão de usuários mensais. Os dados integram o relatório State of AI Report for 2026, publicado pela consultoria Sensor Tower.
Confiança e ecossistema direcionam a migração
Em fevereiro de 2026, a OpenAI registrou um pico de desinstalações após assinar um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O movimento indica que a base de clientes avalia o alinhamento de valores no momento de escolher um assistente.
A ascensão do Gemini decorre da integração direta com as ferramentas do Google. Já o Claude atrai o público corporativo devido ao seu desempenho em tarefas de produtividade. A Anthropic também lidera a conversão financeira do setor, com 13% de sua base pagando por planos de assinatura.
Pesquisa confirma mudança de preferência
Uma pesquisa recente do Android Authority, que consultou mais de 2 mil participantes, mostrou o Gemini na liderança isolada com 71,5% da preferência do público. O Claude assumiu a segunda colocação com 13,5% dos votos. O ChatGPT caiu para a terceira posição, com 12,8%.
A liderança do Gemini na pesquisa é explicada pela praticidade da integração nativa da ferramenta em celulares Android, aparelhos da linha Galaxy da Samsung e serviços automotivos como o Android Auto. Os usuários também consideram os benefícios agregados nos planos pagos. A assinatura do Google AI Pro entrega 5 TB de armazenamento na nuvem, adicionando uma vantagem competitiva ao modelo de negócios da empresa frente aos rivais.
Fonte: Canaltech
Imagens: Emiliano Vittoriosi/Unsplash












