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Paraná reduz em 87,5% o desmatamento da Mata Atlântica em cinco anos e aparece entre os melhores resultados do país

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Queda foi registrada entre 2020 e 2025 e coloca o Estado entre os destaques nacionais na preservação do bioma

O Paraná registrou uma redução de 87,5% no desmatamento da Mata Atlântica entre os períodos de 2020-2021 e 2024-2025, segundo levantamento do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o MapBiomas e a Arcplan.

Na prática, isso significa que a área de vegetação suprimida caiu de 3.298 hectares para 411 hectares ao longo do período analisado. O desempenho colocou o Paraná com o terceiro maior avanço proporcional do Brasil na redução do desmatamento, atrás apenas do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Nacionalmente, a queda foi de 59,6%.

A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta e também um dos mais pressionados historicamente pela expansão urbana, agrícola e industrial. Preservar esse território significa proteger rios, manter a qualidade do solo, reduzir impactos climáticos e conservar espécies animais e vegetais.

Segundo o Governo do Paraná, um dos fatores apontados para a redução foi o fortalecimento das ações de fiscalização ambiental aliado ao uso de tecnologia para monitoramento do território. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens históricas de satélite, inteligência geográfica e sistemas que geram alertas frequentes sobre alterações na cobertura vegetal.

O Estado já vinha apresentando tendência de queda nos indicadores ambientais nos últimos anos. Em levantamento anterior do Instituto Água e Terra (IAT), o Paraná havia informado redução superior a 95% no desmatamento ilegal da Mata Atlântica entre 2021 e 2024, resultado atribuído ao reforço das operações de controle e vigilância.

Apesar do avanço, especialistas e órgãos ambientais ressaltam que o monitoramento precisa continuar de forma permanente. Isso porque o desmatamento costuma variar conforme pressão econômica, ocupação do solo e abertura de novas áreas, exigindo acompanhamento constante para manter os resultados alcançados.

Fonte: Governo do Estado do Paraná, SOS Mata Atlântica, MapBiomas
Imagens: Denis Ferreira Netto/SEDEST

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