Corporação criada em 1854 acompanhou a formação do Estado e passou por grandes transformações ao longo das décadas
A Polícia Militar do Paraná completa 172 anos nesta segunda-feira (10). Criada em 10 de agosto de 1854, poucos meses após a emancipação do Paraná como província, a Corporação surgiu com a missão de garantir a segurança de um território que ainda estruturava suas instituições.
Na época, o Paraná tinha cerca de 60 mil habitantes e a atuação dos policiais era diferente da realidade atual. O efetivo permanecia aquartelado e era empregado em missões determinadas pelo presidente da Província, principalmente relacionadas à manutenção da ordem e à defesa do território.
Ao longo de sua história, a Polícia Militar participou de acontecimentos como a Guerra do Paraguai, a Revolução Federalista, a Campanha do Contestado e as Revoluções de 1924, 1930 e 1932. A Corporação também esteve envolvida na Conflagração do Sudoeste.
O crescimento do Paraná provocou mudanças na estrutura da instituição. A expansão das cidades, o desenvolvimento econômico, a abertura de rodovias e o aumento da população fizeram crescer o efetivo e ampliaram a presença da Polícia Militar em diferentes regiões do Estado.
Segundo o curador do Museu da Polícia Militar do Paraná, major Rodrigo Mariano de Brito, a evolução foi construída ao longo de gerações.
“A nossa corporação foi construída com o suor e com o sangue de muitos comandantes que passaram por nós. Cada um teve a sua contribuição, mesmo que pequena, buscando esse aperfeiçoamento”, afirmou.
O processo também envolveu a profissionalização dos policiais. O ingresso, que inicialmente ocorria por voluntariado, passou a exigir níveis maiores de escolaridade até chegar ao modelo atual, baseado em concurso público e formação superior.
Entre os personagens históricos da Corporação está o coronel Cândido Dulcídio Pereira, que promoveu reformas no antigo Regimento de Segurança, ampliou o efetivo, modernizou regulamentos e fortaleceu a estrutura da instituição. Ele morreu durante o Cerco da Lapa e se tornou o primeiro comandante da Polícia Militar morto em serviço.
Outro nome lembrado é o coronel Joaquim Antônio de Moraes Sarmento, patrono da Corporação. Mesmo após perder o olho direito no Combate do Irani, permaneceu na ativa e comandou tropas durante a Revolução de 1924.
Uma das principais transformações operacionais ocorreu na década de 1970, com a criação da Rádio Patrulha. O policiamento ostensivo passou a ocupar posição central nas atividades da instituição, ampliando a presença dos policiais nos bairros e a capacidade de atendimento às ocorrências.
Atualmente, a Polícia Militar está presente nos 399 municípios do Paraná e utiliza viaturas, aeronaves, drones e outras tecnologias nas ações de segurança pública.
Apesar das mudanças ao longo de 172 anos, o major Brito afirma que a finalidade da instituição permanece a mesma.
“A mudança foi drástica. Mas a essência é a mesma: sermos uma instituição de Estado trabalhando em prol da segurança das pessoas, da segurança pública e da defesa do nosso Estado.”










Fonte: Polícia Militar do Paraná












