Comissão da Câmara apura contratos firmados entre 2022 e 2024
O ex-prefeito de Paranaguá Marcelo Elias Roque não compareceu à oitiva da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal que investiga contratos firmados entre a Prefeitura e a empresa AGP Saúde Ltda. entre 2022 e 2024.
A informação foi confirmada em documentos da Câmara e também aparece em registros do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), que acompanha questionamentos relacionados às contratações da empresa no município.
Segundo o relato apresentado durante a sessão, foram feitas três tentativas presenciais de entrega da convocação a Marcelo Roque. Também houve uma tentativa de envio por correspondência Sedex.
Depois dessas tentativas, a comissão publicou o Edital de Convocação nº 3/2026, em 13 de agosto, informando a data, o horário e o local da oitiva.
Mesmo regularmente convocado, o ex-prefeito não compareceu para prestar esclarecimentos.
A CEI foi criada em maio deste ano para investigar possíveis irregularidades nos contratos entre o município e a AGP Saúde. Entre os pontos que estão sendo analisados estão pagamentos, execução dos serviços e mecanismos de fiscalização dos contratos.
Em documentos recentes, o TCE-PR também registra investigações relacionadas às contratações da AGP Saúde em Paranaguá, incluindo questionamentos sobre pagamentos, execução dos serviços, capacidade da empresa e controles utilizados pelo município.
De forma simples, a CEI funciona como uma investigação realizada pela Câmara para reunir documentos, ouvir pessoas envolvidas e esclarecer possíveis irregularidades. Ao final, a comissão poderá apresentar um relatório e encaminhá-lo aos órgãos competentes, caso identifique elementos que justifiquem novas providências.
O não comparecimento de Marcelo Roque não encerra a apuração. Conforme informado durante a sessão, ele poderá ser novamente convocado caso os integrantes da comissão entendam que seus esclarecimentos são necessários.
As investigações ainda estão em andamento, e a existência de suspeitas ou questionamentos não significa, por si só, que irregularidades tenham sido definitivamente comprovadas ou que haja responsabilidade individual já estabelecida.
Fonte: Câmara Municipal de Paranaguá e Tribunal de Contas do Estado do Paraná
Imagens: Gabriel Galdino












