Pela primeira vez na história, o Senado Federal pode eleger uma mulher para comandar a Casa, e a disputa já começa a ganhar contorno com nomes de peso surgindo para a sucessão em 2027.
Cenário histórico: nenhuma mulher ainda presidiu o Senado
Até hoje, nenhuma mulher foi eleita presidente do Senado Federal. Em 2010, Serys Slhessarenko (MT) presidiu a Casa por dois dias, de forma temporária, como segunda vice-presidente da Mesa, a primeira vez que uma mulher ocupou o cargo, mesmo que interinamente. Em 2021, Simone Tebet foi a primeira senadora a participar de eleições para o comando da Casa, mas não venceu.
O presidente do Senado, além de comandar a Casa, também preside o Congresso Nacional em sessões conjuntas e é o terceiro na linha sucessória da Presidência da República.
Eleições 2026 abrem caminho para renovação em 2027
Em outubro de 2026, os eleitores vão escolher dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, totalizando 54 vagas. A nova legislatura começa em 2027, quando ocorre a eleição para a Mesa Diretora do Senado, incluindo a presidência da Casa.
No Paraná, as duas vagas em disputa estão abertas: os atuais senadores Flávio Arns e Oriovisto Guimarães não concorrem à reeleição e serão substituídos.
Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Michelle Bolsonaro (PL-DF) entre os nomes em evidência
Entre as candidatas ao Senado com maior relevância nacional estão Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Michelle Bolsonaro (PL-DF).
- Gleisi Hoffmann já representou o Paraná no Senado entre 2011 e 2019 e é uma das principais lideranças do PT.
- Michelle Bolsonaro foi oficializada como candidata ao Senado pelo PL no Distrito Federal, em chapa ao lado da deputada Bia Kicis, é a primeira candidatura da ex-primeira-dama.
Ambas têm forte articulação partidária e, se eleitas, podem entrar na disputa pela presidência do Senado em 2027, a depender do resultado das eleições presidenciais e da composição da nova legislatura.
Como funciona a escolha do presidente do Senado
A eleição para presidente do Senado acontece no início da legislatura, em 1º de fevereiro de 2027, no caso da próxima. O mandato é de dois anos.
A escolha depende de articulações entre partidos e blocos, e costuma refletir o equilíbrio de forças no Congresso e a relação com o Executivo. Por isso, o nome do presidente da República eleito em 2026 tende a influenciar diretamente na definição do comando do Senado.
Importância simbólica e política
A possibilidade de uma mulher presidir o Senado representa um marco histórico para a representação feminina no Legislativo federal, o único dos três Poderes que ainda não teve uma mulher no comando.
Com Gleisi e Michelle entre os nomes cotados, a disputa pode ganhar um simbolismo ainda maior, unindo peso político e relevância histórica.
Fonte: Senado Federal, G1, CNN Brasil, Exame












