Motorista e supervisor de caminhão-tanque respondem por homicídio e lesão corporal após colisão com 11 veículos, em 2016
O Tribunal do Júri de Morretes vai julgar, na próxima quarta-feira (28), dois homens denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por um grave acidente na BR-277. A colisão, registrada em 3 de julho de 2016, deixou seis pessoas mortas e outras 14 gravemente feridas.
O acidente aconteceu na rodovia, no trecho de Morretes, no Litoral do Paraná. Um caminhão-tanque carregado de etanol seguia no sentido Curitiba-Paranaguá quando bateu na mureta de proteção.
Depois do impacto, o veículo invadiu a pista contrária e atingiu 11 carros. Nove deles pegaram fogo.
O Ministério Público aponta que o caminhão trafegava em alta velocidade. Laudos feitos na época indicam que o veículo estava entre 116 e 132 km/h, acima do limite permitido no local.
O motorista que conduzia o caminhão e o supervisor direto dele são os denunciados. Segundo o MPPR, os dois assumiram o risco de provocar os danos que resultaram nas mortes e nos ferimentos.
Eles respondem pelos crimes de homicídio e lesão corporal.
Derramamento de etanol
Além do processo criminal, o MPPR também denunciou a empresa, o motorista e o supervisor por crimes ambientais. O acidente provocou o vazamento de 44 litros de etanol, substância altamente tóxica e inflamável.
O produto atingiu uma área de preservação permanente às margens da rodovia e poluiu a água e o solo.
Nessa parte do caso, que ainda segue em andamento, o motorista foi condenado a um ano de detenção e 20 dias-multa, em regime aberto. A pena foi substituída por restrição de direitos.
Já o supervisor foi absolvido. Para o juízo, as provas contra ele foram consideradas insuficientes.
O caso segue para julgamento pelo Tribunal do Júri de Morretes.
Fonte: Ministério Público do Paraná (MPPR)











