Câmeras de segurança registraram a aula em Potirendaba; prefeitura abriu procedimento administrativo e acionou autoridades para apurar o caso.
Uma professora da rede municipal de ensino de Potirendaba, no interior de São Paulo, foi afastada após declarações feitas durante uma aula para estudantes de aproximadamente 11 anos. O episódio, registrado por câmeras de segurança da escola, envolve comentários sobre fascismo e falas consideradas discriminatórias relacionadas à cor da pele dos alunos.
Segundo informações divulgadas pelo g1, a professora discutia um possível cenário político para o Brasil e relacionou determinadas propostas ao fascismo. Durante a conversa, teria feito comentários sobre uma sociedade dominada por pessoas brancas e ricas, além de mencionar a possibilidade de estudantes serem perseguidos em um regime desse tipo.
O episódio ganhou repercussão após a divulgação das imagens e relatos de familiares de alunos.
Prefeitura abre investigação
A Prefeitura de Potirendaba informou que tomou conhecimento de relatos considerados graves envolvendo a conduta da professora. Segundo o município, uma mãe procurou a administração após a filha, de 11 anos, voltar para casa chorando e emocionalmente abalada com o conteúdo da aula.
Diante da situação, a administração municipal determinou o afastamento da servidora e a abertura de um procedimento administrativo para apurar os fatos. Também foram acionadas autoridades competentes para acompanhar o caso.
Em nota, a prefeitura afirmou que não compactua com atitudes discriminatórias ou comportamentos que provoquem sofrimento emocional aos estudantes e reforçou que a escola deve ser um ambiente de aprendizado, respeito e segurança.
Caso será apurado
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do episódio e avaliar a conduta atribuída à professora. Até a publicação das informações consultadas, o nome da docente não havia sido divulgado publicamente, e o g1 informou que tentava contato com a defesa dela.
Por envolver menores de idade e uma investigação em andamento, a identidade dos estudantes deve ser preservada.
Com informações do g1 Rio Preto e Araçatuba.
Imagem: @gi.franzotti









