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Anvisa liga nova fiscalização da Ypê a histórico de bactéria e manda suspender e recolher produtos

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Agência aponta falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação e adota medidas preventivas diante do risco sanitário

A Anvisa informou que a fiscalização que levou à suspensão da fabricação e ao recolhimento de produtos Ypê foi motivada por um histórico de contaminação microbiológica identificado em novembro de 2025 na unidade de Amparo (SP).

Segundo a agência, a nova inspeção foi realizada entre 27 e 30 de abril de 2026, em ação conjunta com órgãos de vigilância sanitária do Estado de São Paulo e do município, com foco nas linhas de produtos líquidos como lava-louças, lava-roupas e desinfetantes.

A medida atinge todos os lotes de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes fabricados na planta da Química Amparo cuja numeração termina em 1, por apresentarem risco de contaminação microbiológica diante de fragilidades no processo produtivo.

Os fiscais apontaram descumprimentos importantes das Boas Práticas de Fabricação, incluindo falhas em sistemas de garantia da qualidade, controle de qualidade, limpeza, sanitização, validação e controle microbiológico, pontos considerados essenciais para evitar contaminação por microrganismos.

A Anvisa destacou que, embora exista conexão técnica com o episódio anterior de presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, a decisão atual se baseia nos achados da inspeção de abril, que indicaram risco sanitário associado à possibilidade de contaminação, levando à suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos afetados.

A Pseudomonas aeruginosa é descrita como uma bactéria oportunista, comum no ambiente, que raramente causa infecção em pessoas saudáveis, mas pode provocar ou agravar infecções em indivíduos imunossuprimidos, como pacientes em tratamento de câncer, transplantados e pessoas com doenças que enfraquecem o sistema imunológico.

Em nota, a Ypê afirmou estar indignada com a decisão, classificando-a como “arbitrária e desproporcional”, e disse que vai recorrer, alegando ter laudos independentes que atestam que seus produtos são “totalmente seguros e adequados para consumo” e não representam risco ao consumidor nas categorias citadas.

No comunicado de novembro, a empresa já havia orientado que o uso normal do produto, diluído na água da máquina de lavar, reduz a carga bacteriana, que não há registros de infecção por roupas lavadas com detergentes domésticos e que o maior cuidado deve ser evitar contato direto e prolongado com o produto concentrado, sobretudo em pessoas imunossuprimidas com feridas abertas, recomendando lavar as mãos após o manuseio e garantir bom enxágue e secagem das roupas.

Fonte: G1
Imagens: G1 / Divulgação

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