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Campanha nas escolas estaduais alerta para riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares

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Seed-PR e Sesa-PR levam orientações sobre saúde a mais de 2 mil escolas estaduais

A Secretaria de Estado da Educação e a Secretaria de Saúde do Paraná lançaram a campanha “Aquecendo corações, protegendo vidas”, que será levada a mais de 2 mil instituições de ensino para orientar profissionais e estudantes sobre prevenção no período mais frio. A ação usa materiais digitais e impressos para reforçar hábitos saudáveis e medidas simples que reduzem riscos tanto de doenças respiratórias quanto de problemas cardíacos.

A campanha enfatiza que a escola tem papel central na divulgação de informações confiáveis e na promoção de cuidados coletivos, especialmente neste inverno, quando a circulação de vírus respiratórios aumenta. Autoridades lembram que manter rotinas de prevenção ajuda a proteger toda a comunidade escolar e evita sobrecarga dos serviços de saúde.

Especialistas citados na campanha alertam que, no frio, a contração dos vasos pode elevar a pressão arterial e aumentar a carga sobre o coração, elevando os casos de infarto e AVC durante os meses frios. O informe aponta que fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade e sedentarismo devem ter acompanhamento reforçado por meio de consultas e exames preventivos.

O texto explica que ambientes fechados e pouca ventilação favorecem a transmissão de vírus como influenza, VSR e coronavírus, e lembra que o estado mantém vacinação nas escolas como estratégia de contenção. A campanha também anuncia que a vacinação contra a gripe foi ampliada para toda a população acima de seis meses, como medida para reduzir casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Orientações práticas
As secretarias recomendam alimentação equilibrada, hidratação mesmo no frio, prática regular de atividades físicas com aquecimento prévio, usar camadas de roupa (técnica da cebola) e manter exames em dia para monitorar fatores de risco. Também são listados sinais de alerta que exigem atendimento imediato, como dor no peito, falta de ar, palpitações e tontura.

Contexto epidemiológico
Segundo o informe citado, até 10 de junho o Paraná registrava mais de 10 mil casos de SRAG em 2026, com cerca de 1,5 mil casos atribuídos à influenza, o que motivou a ampliação da campanha e das ações de vigilância. Autoridades reforçam que a prevenção é uma responsabilidade compartilhada entre escolas, famílias e serviços de saúde.

Fonte: AEN
Imagens: Gabriel Rosa/Arquivo AEN

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