Polícia faz apreensão de entorpecentes e leva crianças e familiares à Delegacia Cidadã em Paranaguá
Militares do grupamento de motos da 1ª Companhia do 9º Batalhão Costeiro receberam, nesta terça-feira (14), informações sobre possível venda de drogas no Jardim Figueira, em Paranaguá. A denúncia apontava que uma mulher estaria negociando entorpecentes na frente de uma residência, abordando pessoas que passavam pelo local.
Após monitoramento prévio, a equipe foi informada de que a suspeita estaria novamente na frente da casa, entregando objetos a transeuntes e entrando e saindo do imóvel. Os policiais foram até o endereço e, ao se aproximarem, viram um homem e uma mulher conversando no portão. Ao perceberem a chegada da equipe, os dois correram em sentidos opostos, e a mulher entrou rapidamente na residência.
Durante o acompanhamento, os policiais relataram que a suspeita dispensou um pote preto, que foi recolhido por um dos militares, enquanto outro continuou a perseguição a pé. A mulher correu pelos fundos da casa, pulou o muro, entrou no quintal vizinho e conseguiu chegar até uma área de mata, onde acabou fugindo, deixando para trás um aparelho celular.
Ao retornarem para o imóvel, os policiais verificaram o conteúdo do pote preto. Dentro, encontraram uma porção de substância análoga a crack, fracionada em cerca de 21 pedras, que posteriormente pesaram aproximadamente 0,55 grama, além de R$ 178,95 em dinheiro trocado, entre notas e moedas. Na casa estavam duas crianças: uma menina de 3 anos e outra de 10 anos.
Enquanto a equipe fazia contato com o Conselho Tutelar, chegou ao local um homem que disse ser parente das crianças e da mulher que havia fugido.
O homem declarou não ser responsável pelas crianças, o que, segundo os policiais, indicou que elas teriam sido deixadas sozinhas pela mãe, em um ambiente com entorpecentes. Pouco depois, outro homem chegou ao endereço e disse ser pai da menina de 10 anos.
Em razão da presença de menores na residência, o Conselho Tutelar foi acionado e orientou que todos fossem levados à Delegacia Cidadã de Paranaguá para os procedimentos cabíveis. As partes se deslocaram em veículos próprios, escoltadas pela equipe policial, para serem apresentadas à autoridade policial e ao Conselho Tutelar. Na delegacia, uma conselheira tutelar realizou os atendimentos e as orientações de praxe.
Os entorpecentes, o pote preto com resquícios da droga, o dinheiro e o telefone celular deixados para trás foram embalados em invólucros apropriados, com registro e lacre, para preservação da cadeia de custódia. Consta ainda que a suspeita possui registros criminais anteriores, inclusive por tráfico de drogas no mesmo bairro.
O caso foi encaminhado à Delegacia Cidadã de Paranaguá e ao Conselho Tutelar, que seguirão com as medidas legais e de proteção às crianças.
Fonte: PMPR














