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Direita governa a maioria dos países da América Latina após novas vitórias eleitorais

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Na América do Sul, a vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia reforçou a guinada à direita, com uma agenda baseada em segurança, combate ao narcotráfico e austeridade econômica. A posse ocorreu em 7 de agosto, enquanto o novo governo assumiu com um Congresso dividido.

A direita vem ampliando sua presença política na América Latina por meio de uma sequência de vitórias eleitorais em países como Argentina, Equador, Bolívia, Chile, Peru e Colômbia. Com a posse de Abelardo de la Espriella na Colômbia e de Keiko Fujimori no Peru, a região passou a reunir 12 chefes de Estado identificados com posições de direita, segundo levantamentos recentes.

Esse avanço é impulsionado principalmente pela preocupação dos eleitores com o aumento da criminalidade, o narcotráfico, a inflação, o desemprego e a insatisfação com governos progressistas. Apesar de compartilharem pautas conservadoras ou de mercado, esses governos não formam um bloco homogêneo: alguns defendem reformas econômicas liberais, enquanto outros apostam em políticas rígidas de segurança, nacionalismo e maior aproximação com os Estados Unidos.

O Brasil está entre os países América Latina governados por um partido ou coalizão de esquerda. México e Uruguai também têm governos de esquerda, enquanto Venezuela, Cuba e Nicarágua seguem regimes socialistas ou autoritários de longa duração. Na América do Sul, após as eleições de 2026 na Colômbia e no Peru, a direita passou a governar a maioria dos países.

Levantamento mostra quem governa os países latino-americanos, seus partidos e as principais características políticas e econômicas de cada administração.

PaísPresidente ou chefe de governoPartido ou grupo políticoOrientação e forma de governo
ArgentinaJavier MileiLa Libertad AvanzaDireita liberal e libertária, com foco em corte de gastos, redução do tamanho do Estado e reformas econômicas.
BolíviaRodrigo PazPartido Democrata CristãoCentro-direita, com discurso de mudança econômica, abertura ao setor privado e crítica ao ciclo político do Movimento ao Socialismo.
ChileJosé Antonio KastPartido RepublicanoDireita conservadora, com prioridade para segurança pública, controle migratório e medidas pró-mercado.
ColômbiaAbelardo de la EspriellaDefensores de la PatriaDireita nacionalista, com promessa de combate ao crime organizado, austeridade e recuperação econômica. Ele assumiu em 7 de agosto de 2026.
EquadorDaniel NoboaAcción Democrática NacionalCentro-direita, com forte ênfase no combate ao narcotráfico, segurança e atração de investimentos.
GuianaIrfaan AliPartido Progressista do PovoCentro-esquerda, com forte atuação estatal em programas sociais e investimentos ligados ao petróleo.
ParaguaiSantiago PeñaPartido ColoradoDireita ou centro-direita, com defesa do agronegócio, atração de investimentos e continuidade do modelo econômico paraguaio.
PeruKeiko FujimoriFuerza PopularDireita conservadora, com discurso de segurança, combate ao terrorismo e liberalismo econômico.
UruguaiYamandú OrsiFrente AmplaEsquerda democrática, com prioridade para políticas sociais, educação, saúde pública e participação do Estado na economia.
VenezuelaDelcy RodríguezPartido Socialista Unido da VenezuelaGoverno socialista e autoritário, com forte concentração de poder no Executivo e controle estatal de setores estratégicos.
MéxicoClaudia SheinbaumMorenaEsquerda ou centro-esquerda, com programas sociais, fortalecimento do papel do Estado e continuidade da chamada “Quarta Transformação”.
GuatemalaBernardo ArévaloMovimento SemillaCentro-esquerda reformista, com foco no combate à corrupção, fortalecimento institucional e transparência.
El SalvadorNayib BukeleNuevas IdeasDireita populista, com política de segurança baseada em prisões em massa e forte concentração de poder político.
HondurasNasry AsfuraPartido NacionalDireita conservadora, com propostas de descentralização, geração de empregos e endurecimento na área de segurança.
Costa RicaLaura FernándezPartido Pueblo SoberanoCentro-direita e continuidade do projeto do ex-presidente Rodrigo Chaves, com discurso de eficiência administrativa e segurança.
PanamáJosé Raúl MulinoRealizando MetasDireita ou centro-direita, com defesa da iniciativa privada, estabilidade econômica e endurecimento da política migratória.
República DominicanaLuis AbinaderPartido Revolucionario ModernoCentro-direita liberal, com foco em crescimento econômico, turismo, infraestrutura e controle migratório.
CubaMiguel Díaz-CanelPartido Comunista de CubaRegime socialista de partido único, com economia fortemente controlada pelo Estado.
NicaráguaDaniel OrtegaFrente Sandinista de Libertação NacionalGoverno autoritário de esquerda, marcado pela concentração de poder, restrições à oposição e controle das instituições.
HaitiGoverno de transiçãoConselho Presidencial de Transição e primeiro-ministroNão há, no momento, um presidente eleito exercendo o cargo. O país é administrado por uma estrutura provisória, em meio à crise política e à violência de grupos armados.

Fonte: BBC News Brasil , G1, CNN Brasil, Reuters,

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