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Dois casos de hantavírus confirmados no Paraná: autoridades garantem que doença está sob controle

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Estado monitora 11 suspeitas após registros em Pérola d’Oeste e Ponta Grossa; situação não tem relação com surto em cruzeiro internacional

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus em 2026, sendo um em Pérola d’Oeste e outro em Ponta Grossa. Além disso, 11 casos permanecem sob investigação pelas equipes de vigilância epidemiológica, enquanto 21 suspeitas já foram descartadas. O paciente de Pérola d’Oeste é um homem de 34 anos, cujo caso foi confirmado em abril. Já em Ponta Grossa, a confirmação ocorreu em fevereiro e envolve uma mulher de 28 anos. Em 2025, o estado também registrou um caso confirmado no município de Cruz Machado.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, afirmou que a hantavirose está sendo monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar rapidamente qualquer suspeita da doença. A secretaria destacou que não há circulação do vírus Andes no Paraná, variante que permite transmissão entre pessoas. Os casos confirmados no estado não possuem relação alguma com o episódio do cruzeiro MV Hondius, que registrou mortes por hantavírus na rota entre Argentina e Cabo Verde. Os casos identificados no Paraná são da cepa silvestre, transmitida por roedores, diferente da variante encontrada no navio.

A hantavirose é uma doença viral transmitida aos humanos principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais. Na fase inicial, os sintomas incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e manifestações gastrointestinais. Os sinais podem durar de um a 15 dias. Se evoluir para a fase cardiopulmonar, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa. Em casos mais severos, o vírus pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus e síndrome da angústia respiratória aguda, evoluindo para insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.

Não há tratamento específico para a infecção por hantavírus, sendo as medidas terapêuticas de suporte ministradas por profissionais médicos. A prevenção baseia-se em medidas que impeçam o contato com roedores silvestres e suas excretas, como roçar o terreno em volta da casa, dar destino adequado aos entulhos e manter alimentos estocados em recipientes fechados. Ao primeiro sinal da doença, a recomendação é procurar um serviço de saúde imediatamente.

Fonte: CNN Brasil
Imagens: SESA

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