Fabiana Medeiros Parro Rocha, conhecida como Fabiana Parro, nasceu em 16 de março de 1976, em São Bernardo do Campo (SP), mas foi em Paranaguá, no Litoral do Paraná, que construiu grande parte de sua história pessoal, profissional e social. Fonoaudióloga de formação, mulher de fé e dedicada à família, é casada com o médico cirurgião Lucas Nitsche Rocha e mãe de dois filhos, Beatriz e Arthur. É no convívio familiar, segundo sua trajetória pública, que encontra uma de suas principais fontes de força e inspiração para olhar para o outro com sensibilidade e acolhimento.

A família ocupa um lugar especial na vida de Fabiana. O casamento e a maternidade acompanharam diferentes momentos de sua caminhada, inclusive um dos períodos mais difíceis de sua vida: o enfrentamento do câncer de mama. Em 2012, aos 36 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de mama triplo-negativo, uma forma agressiva da doença. Vieram então meses de incertezas, tratamentos e desafios. Foram cinco cirurgias, 16 sessões de quimioterapia e 35 de radioterapia.

Mais do que uma batalha pela própria saúde, aquele período transformou sua maneira de enxergar a vida. Ao lado do marido, dos filhos e de sua família, Fabiana encontrou apoio para atravessar uma fase que exigiu coragem, paciência e muita esperança. A experiência também despertou nela um desejo ainda maior de fazer com que outras mulheres não precisassem enfrentar o câncer sozinhas.
Foi nesse contexto que sua história pessoal começou a se transformar em uma história coletiva.
Durante o tratamento, Fabiana viveu essa experiência também muito próxima de sua prima, Isabela Galvez, que recebeu o diagnóstico de câncer de mama praticamente no mesmo período. As duas compartilharam medos, descobertas e dificuldades e perceberam, na própria pele, como uma rede de apoio pode fazer diferença para quem enfrenta uma doença tão delicada.
Dessa vivência nasceu o Instituto Peito Aberto.

As primeiras ações começaram em 2013, com palestras, encontros e iniciativas de acolhimento. Em 6 de junho de 2014, o instituto foi formalmente fundado. Desde então, tornou-se um espaço de apoio, informação e acolhimento para mulheres diagnosticadas com câncer de mama e suas famílias.
O trabalho do Instituto Peito Aberto ultrapassou, com o tempo, a ideia de simplesmente falar sobre a doença. Passou a falar sobre pessoas. Sobre mulheres que precisam ser ouvidas, famílias que precisam de orientação, pacientes que precisam de companhia e, sobretudo, sobre a importância de ninguém se sentir sozinho diante de um diagnóstico.
Ao longo dos anos, voluntários e profissionais de diferentes áreas se uniram ao projeto, ajudando a oferecer orientação, palestras, encontros, campanhas de conscientização e ações de apoio. Em 2024, o Instituto Peito Aberto completou dez anos de atuação no Litoral do Paraná, consolidando uma história construída a muitas mãos.
O cuidado, entretanto, já fazia parte da vida de Fabiana antes mesmo do diagnóstico de câncer. Formada em Fonoaudiologia, ela iniciou sua atuação profissional em Paranaguá e, em 2007, passou a trabalhar na APAE, experiência que ampliou sua proximidade com crianças, famílias e pessoas que convivem diariamente com diferentes desafios de inclusão e desenvolvimento.
Essa experiência ajudou a construir uma característica que se tornou marcante em sua trajetória: a capacidade de enxergar a pessoa antes da circunstância.
A fé católica também ocupa um espaço importante em sua vida. Para Fabiana, espiritualidade, família e solidariedade caminham próximas. Em maio de 2025, foi homenageada no Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá, em uma cerimônia dedicada a mulheres cristãs. Na ocasião, sua história de superação e o trabalho de acolhimento desenvolvido a partir da própria experiência com o câncer foram lembrados.

Foi também com esse olhar para o cuidado que Fabiana chegou à política.
Em 2024, integrou a chapa de Adriano Ramos para a Prefeitura de Paranaguá. A eleição marcou o início de uma nova etapa de sua vida pública. Em 1º de janeiro de 2025, assumiu o cargo de vice-prefeita, para o mandato de 2025 a 2028.



A política, para Fabiana, passou a ser uma extensão de uma trajetória que já vinha sendo construída fora dos gabinetes: ouvir, acolher, orientar e buscar caminhos para quem mais precisa.
Como vice-prefeita, passou a participar de ações e agendas relacionadas a diferentes áreas sociais, com atenção especial às mulheres, às crianças, à inclusão, às pessoas idosas e às famílias em situação de vulnerabilidade. São pautas que têm em comum uma mesma preocupação: cuidar daqueles que, em diferentes momentos da vida, precisam de uma rede de proteção.


O olhar para a pessoa idosa ganhou espaço especial em sua atuação. Mais do que discutir políticas públicas, trata-se de reconhecer a importância de envelhecer com dignidade, respeito, companhia e acesso a serviços. Da mesma forma, a defesa da inclusão e a atenção às crianças e às famílias vulneráveis refletem uma visão de que políticas públicas precisam chegar à vida real das pessoas.
Essa sensibilidade também aparece em sua relação com a saúde da mulher. Durante o Outubro Rosa de 2025, Fabiana voltou a compartilhar publicamente sua experiência com o câncer, apresentando a palestra “Uma História de Força e Esperança”, em Curitiba. Ao contar sua própria história, reforçou a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e, principalmente, de uma rede de apoio que acolha não apenas a paciente, mas toda a família.


Em 2026, Fabiana decidiu dar um passo além na vida pública e colocou seu nome à disposição para disputar uma vaga de deputada estadual pelo Podemos. Sua candidatura representa a continuidade de uma trajetória que começou na Fonoaudiologia, passou pelo voluntariado, ganhou força com a criação do Instituto Peito Aberto e chegou à administração pública municipal.
Mais do que uma mudança de cenário, a entrada na política pode ser compreendida como a ampliação de uma causa que sempre esteve presente em sua vida: o cuidado com as pessoas.

A história de Fabiana Parro é, sobretudo, uma história de vínculos. Do vínculo com o marido e os filhos, que estiveram ao seu lado nos momentos mais difíceis; da fé que ajudou a sustentar sua caminhada; das mulheres que encontrou durante o tratamento do câncer; dos voluntários que construíram junto com ela o Instituto Peito Aberto; e das pessoas que passaram a fazer parte de sua trajetória na vida pública.
Entre a família, a profissão, a fé, o voluntariado e a política, existe um fio que une todas essas experiências: o desejo de cuidar.
Foi enfrentando a própria fragilidade que Fabiana descobriu a força do acolhimento. E foi a partir dessa experiência que passou a dedicar parte de sua vida a construir redes para que outras pessoas, mulheres, crianças, idosos e famílias que enfrentam situações de vulnerabilidade, também possam encontrar apoio, dignidade e esperança.













