O Moegão é uma das principais obras em Paranaguá nos últimos anos. Com um sistema exclusivo de descarga ferroviária de grãos e farelos do porto público, a estrutura está orçada em R$ 592 milhões. Porém, o que mais tem chamado a atenção para este setor específico da Portos do Paraná, é um novo funcionário. Pela sua personalidade carinhosa e com um currículo cheio de habilidades impressionantes, o novo “engenheiro de sonecas”, o gato Marcelo chegou para investir em um ambiente de trabalho mais saudável e positivo.
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O felino “sialata”, uma conhecida variante do siamês com outro sem raça definida, apareceu entre os escritórios administrativos do Moegão em novembro do ano passado. Pequeno, muito magro e debilitado, o gatinho foi acolhido pelos funcionários da Portos do Paraná e levado ao veterinário para os exames, vacinas e outros cuidados. Além disso, foi implantado no bichano um chip rastreador para que todas as suas voltinhas sejam monitoradas. Desde então, ele tornou-se o funcionário padrão mais querido por todos na obra. “O Marcelo é o nosso mascote. Ele é o indicador de qualidade do nosso ambiente de trabalho. Sabemos que a obra tem um ambiente mais pesado e carregado para todos os funcionários, com cobranças e cronogramas e ele consegue tirar o estresse do local”, declara Felipe Zeppelini, engenheiro do trabalho.
Desde do ano passado, a vida de Marcelo mudou drasticamente e com ela, a de todos ao seu redor. “O Marcelo tem acesso livre a todas as salas, ele entra sobre nas mesas, anda por cima, sempre aparece para umas visitas. Durante o dia, enquanto as zeladoras limpam as salas, nós vamos para o pátio e ficamos um pouco com ele, fazendo carinho e brincando”, conta Zeppelini.
O engenheiro do trabalho explica que o gato Marcelo é uma responsabilidade dividida por todos. “Todos os funcionários fazem questão de fazer algo pelo nosso mascote, ou é uma ração ou um brinquedo, ou mesmo no domingo alguém vem aqui para alimentá-lo. É algo que gostamos de dividir, isso nos une”, acredita.
Para o encarregado de montagem, Alan Everton Bezerra, o animalzinho tornou-se uma atração no Moegão e motivo para aquietar a saudade dos familiares. “Toda vez que passo por aqui pra tomar uma água ou ir ao banheiro, acabo fazendo uma foto do gatinho engenheiro e mandando pra família lá longe. É uma maneira de matar a saudade e compartilhar um pouco das experiências que eu vivo aqui”, desabafa o trabalhador.
ABANDONO É CRIME
Embora o gato Marcelo tenha encontrado no seu caminho pessoas boas que o tenham acolhido, é importante lembrar que o abandono de animais é crime no Brasil, com penalidades que incluem multas e prisão, além de proibição futura de guarda de animais. A Lei Federal nº 9.605/98, que trata dos crimes ambientais, prevê 2 a 5 anos de prisão para quem abandona animais. A população pode denunciar o crime de forma anônima por meio do Disque-denúncia 181, via telefone ou site, ou telefone 197 da Polícia Civil do Paraná (PCPR).











