A Justiça Eleitoral condenou 14 candidatos que disputaram o cargo de vereador nas Eleições Municipais de 2024 em Francisco Alves, no noroeste do Paraná, após denúncia de um esquema de compra de votos por meio da distribuição de vales-combustível.
Entre os condenados, sete foram eleitos vereadores e atualmente exercem o mandato. Eles ainda podem recorrer da decisão e permanecem nos cargos até o esgotamento dos recursos. A sentença determina que todos os 14 candidatos fiquem inelegíveis por oito anos, contados a partir das eleições de 2024, além da anulação dos votos recebidos. Para os eleitos, a decisão prevê também a perda dos mandatos.
A investigação foi conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que apontou a prática de abuso de poder econômico, com a entrega de vales-combustível a eleitores em troca de votos e apoio político. O esquema teria envolvido um posto de combustíveis ligado à família de um candidato da chapa majoritária.
Apesar disso, a Justiça considerou improcedente a acusação de abuso de poder econômico contra o prefeito e o vice-prefeito eleitos, por não haver comprovação de que eles tenham participado ou autorizado a distribuição dos vales aos eleitores.
As investigações incluíram o cumprimento de mandados de busca e apreensão na véspera da votação, quando foram recolhidos vales-combustível e notas fiscais que, segundo a sentença, comprovaram o esquema ilícito. A Justiça Eleitoral reforçou que despesas com combustível são permitidas em campanhas, desde que devidamente registradas e sem repasse direto de benefícios a eleitores.












