Nutricionistas explicam que o modo de preparo faz toda a diferença no valor calórico das delícias típicas de junho
O mês de junho traz fogueiras, quadrilhas e mesas fartas nas festas de São João. Entre os pratos mais consumidos estão pamonha, canjica, bolo de milho, milho cozido e pé de moleque. Mas qual deles concentra mais calorias?
Especialistas apontam que o problema nem sempre é o alimento em si, mas os ingredientes adicionados à receita e a quantidade consumida.
Preparações à base de milho puro, como a espiga cozida, tendem a ser menos calóricas. Já sobremesas que levam açúcar, leite condensado, coco e manteiga costumam ter valor energético maior, mesmo em pequenas porções.
Nutricionista André Duarte destaca os benefícios do milho:
“É um alimento muito rico em fibra e vai ajudar muito na motilidade intestinal e na redução da absorção de algumas gorduras. Também é muito rico nas vitaminas A e as do complexo B. Tem muitos nutrientes que são muito importantes para a saúde da gente. O mais saudável é consumir ele simples, nas formas cozida ou assada”.
Pessoas com diabetes precisam ter atenção à questão calórica do alimento e ao consumo de sal. Doenças renais e colesterol alto exigem cuidado maior por causa do coco, que costuma fazer parte de muitas receitas juninas.
“O coco é muito rico em potássio, e os pacientes renais têm dificuldade de retirar o potássio do coco, que normalmente sai pela urina. E o coco também é um fruto que tem um pouco mais de gordura, acaba que aumenta um pouquinho mais as calorias dessas preparações”.
O amendoim, presente no pé de moleque e na paçoca, fornece gorduras boas e proteínas. O cuidado maior está no excesso de açúcar e gordura adicionados.
Não necessariamente é preciso escolher a opção menos calórica. Nutricionistas destacam que nenhum alimento precisa ser eliminado da festa. O mais importante é o equilíbrio: variar as opções e controlar as porções.
“Mas sem neuras: aproveitar as festas juninas faz parte da cultura brasileira. O importante é lembrar que o impacto na saúde não depende de uma única noite, mas dos hábitos mantidos ao longo do ano”.
Fonte: G1 Pernambuco
Imagens: Jefferson Souza/EPTV












