Segundo a investigação, os envios ocorreram entre 12 e 17 de novembro de 2025, nos dias que antecederam a prisão de Daniel Vorcaro, em Guarulhos (SP).
O que diz a PF
A PF afirma que Vorcaro pediu ao menos dois encontros com Alexandre de Moraes, reclamou de Gabriel Galípolo e perguntou se o ministro poderia “sensibilizar” Andrei Rodrigues. O relatório também diz que as mensagens foram enviadas a um número salvo no celular do ex-banqueiro como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
A investigação informa ainda que o conteúdo recuperado foi apenas o que Vorcaro enviou, porque as mensagens estavam em formato de visualização única. Segundo o relatório, ele escrevia os textos no aplicativo Notas, fotografava a tela e mandava as imagens pelo WhatsApp.
Linha das mensagens
No dia 12 de novembro, Vorcaro pediu conversa e disse que iria a Brasília apenas para ver Moraes e atualizar tudo. Em 14 de novembro, voltou a marcar encontro e depois agradeceu, afirmando ter “gratidão da minha vida” ao ministro.
No dia 15, o banqueiro perguntou se “segunda já tenho que estar fora?” e reclamou do andamento do caso. Já em 16 de novembro, enviou novas mensagens pedindo reunião, falando de investidores e dizendo que tentava “desarmar isso”.
Na véspera da prisão, em 17 de novembro, ele afirmou que tentava antecipar investidores e mencionou risco de vazamento do caso. No fim da sequência, disse que iria assinar com investidores de fora e que estava “online”.
Prisão e contexto
A PF diz que Vorcaro foi preso horas depois, quando tentava deixar o país em um aeroporto de São Paulo.
Fonte: G1












