quinta-feira , 1 outubro 2026
 
Home BRASIL Polícia conclui que Bolsonaro não cometeu crime ao emprestar arma para segurança
BRASIL

Polícia conclui que Bolsonaro não cometeu crime ao emprestar arma para segurança

128

Investigação aponta que ex-presidente tinha registro regular da pistola apreendida em blitz no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que Jair Bolsonaro não cometeu crime no episódio da pistola Glock 9mm apreendida durante uma blitz em Brasília. A avaliação está no mesmo documento em que a corporação indicia um militar do Exército que atua na segurança do ex-presidente por porte ilegal de arma de fogo, após ser abordado com o armamento dentro do carro, na noite de 15 de junho. Segundo o inquérito, o segurança não tinha autorização do dono para circular com a pistola e também não atendia às exigências previstas em lei para esse tipo de transporte.

No mesmo relatório, a polícia afirma que o ex-presidente não teve conduta culposa nem intenção de cometer crime no caso. Os investigadores destacam que Bolsonaro possui registro válido da arma e que não há restrições conhecidas que o impedissem de manter o equipamento regularmente em sua residência. A corporação também lembra que, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do ex-presidente, o armamento não foi recolhido nem teve qualquer bloqueio lançado em seu registro. Por isso, o delegado escreve que “não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito”.

O militar responsável pela segurança de Bolsonaro foi formalmente indiciado por porte ilegal de arma de fogo, com agravante por ser sargento do Exército. A defesa dele ainda não se manifestou. Com o indiciamento, a Polícia Civil encerra a investigação e envia o inquérito ao Ministério Público, que vai analisar se apresenta ou não denúncia à Justiça.

No fim de junho, a Polícia Civil ouviu Jair Bolsonaro sobre o caso. No depoimento, ele admitiu que a pistola apreendida é de sua propriedade e relatou que o armamento estava em sua casa quando foi cumprida sua ordem de prisão. Ao delegado, o ex-presidente afirmou que “tinha três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena em regime de prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal em razão de seu estado de saúde. O ministro Alexandre de Moraes acompanha os desdobramentos do episódio envolvendo a arma e ainda vai decidir se mantém ou não a prisão domiciliar após a conclusão da apuração policial. A investigação também aponta que a Glock chegou a ser inutilizada temporariamente pela equipe de segurança, com aval de Michelle Bolsonaro, ao ficar sem o percussor, peça que permite o disparo. Segundo relatos colhidos no inquérito, o militar indiciado disse que levava a pistola para conserto a pedido do ex-presidente e que só devolveria o armamento após autorização de Michelle; como ela não estava presente, ele resolveu levar a arma para casa para fazer a manutenção antes de entregá-la de volta.

Ainda de acordo com pessoas ouvidas pela investigação, a retirada do percussor ocorreu no período em que Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de solda. Na ocasião, o ex-presidente atribuiu o episódio a um quadro de “alucinação” e “certa paranoia”, que teria relação com o uso de remédios, e a equipe de segurança decidiu reforçar os cuidados com sua integridade física.

Fonte: G1
Imagens: G1

Artigos relacionados

BRASILPOLÍTICA

Governo anuncia proibição total das bets no Brasil; apostadores têm até 5 de outubro para sacar saldo

Medida Provisória assinada por Lula veda apostas de quota fixa, jogos online...

BRASIL

BUSCAS POR HELICÓPTERO COM CANTOR RICK ENTRAM NO SEGUNDO DIA EM SANTA CATARINA

As buscas pelo helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla Rick...

BRASILPOLÍTICA

Eleições 2026: candidatos só poderão ser presos em flagrante até após o primeiro turno

Os candidatos das Eleições 2026 só poderão ser presos em caso de...

BRASILPOLÍTICA

Senado pode ter primeira mulher presidente em 2027

Pela primeira vez na história, o Senado Federal pode eleger uma mulher...