Estrutura foi pensada para resistir ao ambiente marinho e reduzir impactos ambientais
Na fase final das obras, a Ponte de Guaratuba já se destaca pelos números e pela tecnologia empregada no concreto, com projeto que prevê vida útil mínima de 100 anos mesmo em meio à maresia do Litoral do Paraná.
Segundo os responsáveis técnicos, foram usados aproximadamente 306 mil sacos de cimento ao longo da construção, em diferentes tipos de concreto adaptados às etapas da obra. Um dos destaques é o consumo médio de 340 quilos por metro cúbico de concreto, o que representa economia de cerca de 81 mil sacos em relação ao padrão normalmente utilizado, além de evitar a emissão estimada de 2.830 toneladas de gás carbônico na atmosfera.
O ambiente marinho exigiu o uso de concreto autoadensável, que se espalha por gravidade e dispensa vibração mecânica, garantindo o preenchimento completo das armaduras e reduzindo falhas internas na estrutura. De acordo com especialistas, o desempenho do material está ligado a fatores como baixa relação água/cimento, que aumenta a impermeabilidade, diminui vazios e amplia a resistência à ação de agentes externos, incluindo a salinidade típica do litoral.
Após a inauguração, a ponte passará por inspeções regulares e manutenção preventiva ao longo dos anos, como parte da estratégia para assegurar a durabilidade prevista no projeto e manter a segurança de quem utiliza a ligação entre as duas margens da baía.
Fonte: Assessoria














