Protocolo inédito para adultos entre 50 e 75 anos busca ampliar diagnóstico precoce no país
O Ministério da Saúde anunciou um novo protocolo nacional para rastrear câncer de intestino pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o teste de fezes chamado Teste Imunoquímico Fecal (FIT) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres de 50 a 75 anos que não têm sintomas. A medida foi apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em agenda em Lyon, na França.
Como o exame funciona
O FIT analisa uma pequena amostra de fezes em busca de sangue oculto, que pode ser sinal de pólipos, lesões pré‑cancerígenas ou câncer no intestino. Diferente dos testes antigos, ele usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão. Cada paciente recebe um kit para coletar a amostra em casa e depois encaminha o material para análise em laboratório.
Entre as vantagens do teste estão: não exigir preparo intestinal, não depender de dieta restritiva, poder ser feito com apenas uma amostra, ser menos invasivo e estimular maior adesão da população. O Ministério da Saúde afirma que o exame tem sensibilidade entre 85% e 92% para detectar alterações.
Achados positivos e acompanhamento
Quando o resultado do FIT sai positivo, o paciente é encaminhado para exames complementares. A colonoscopia é o procedimento padrão para avaliar o intestino, porque permite ver o cólon e o reto por dentro e retirar pólipos durante o mesmo exame, o que reduz o risco de evolução para câncer. Médicos destacam que um resultado positivo não quer dizer, obrigatoriamente, que a pessoa tem câncer; hemorroidas, inflamações intestinais e outras condições benignas também podem causar sangramento detectado.
Por outro lado, um resultado negativo também não elimina totalmente o risco, pois algumas lesões pré‑malignas podem não sangrar naquele momento. Por isso, recomenda‑se repetir o rastreamento periodicamente, geralmente a cada um ou dois anos, conforme orientação médica.
Para quem se aplica o protocolo
O novo protocolo vale para pessoas sem sintomas entre 50 e 75 anos. Quem tiver sinais de alerta – como sangue nas fezes, perda de peso sem explicação, anemia, alteração duradoura do hábito intestinal ou dor abdominal – deve procurar atendimento médico imediato, independentemente da idade. Também entram em grupo de atenção pessoas com histórico familiar da doença, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas, que podem começar o rastreamento mais cedo, conforme avaliação individual.
Fonte: G1
Imagens: Adobe Stock












