O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) poderá decidir nesta quarta-feira (22) sobre os pedidos de liberdade do prefeito de Fazenda Rio Grande, Marco Marcondes (PSD), e de outros quatro presos preventivamente no âmbito da Operação Fake Care, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR).
A investigação apura um esquema suspeito de desvio de mais de R$ 10 milhões em contratos da Secretaria de Saúde do município, situação que motivou a prisão de gestores e empresários.
Segundo os autos, o MP-PR, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), investiga crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro.
A ação cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão em residências, gabinetes e empresas, incluindo na capital e no município de Fazenda Rio Grande.
Entre os investigados estão o prefeito Marco Marcondes; o secretário municipal da Fazenda e ex-secretário da Saúde, Francisco Roberto Barbosa; o auditor do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), Alberto Martins de Faria; e dois sócios de empresa investigada, Samuel Antonio da Silva Nunes e Abrilino Fernandes Gomes.
O processo tramita em segredo de justiça, e o TJ-PR já recebeu manifestação sobre pedidos de liberdade e revogação da prisão preventiva para alguns dos envolvidos.
A defesa dos investigados invoca a presunção de inocência e a falta de pleno acesso aos autos do inquérito para contestação mais ampla.
Enquanto isso, o município de Fazenda Rio Grande informou que está colaborando com as investigações e que os serviços públicos seguem normalmente.












