Corporação reforça alerta no Dia da Mentira e lembra que passar trote é crime
No Dia da Mentira, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná reforça o alerta: ligar para o 193 só para brincar pode atrasar o socorro de quem realmente precisa e colocar vidas em perigo. A corporação lembra que cada chamado falso mobiliza viaturas, equipes e estrutura completa como se fosse uma ocorrência real, deixando outras regiões momentaneamente descobertas.
“Trote não é brincadeira, é crime e pode custar vidas”, afirma a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca. Ela explica que a Central de Operações recebe as ligações, avalia o tipo de ocorrência e define quantos bombeiros e quais veículos serão enviados, o que também acontece quando se trata de um falso chamado.
A oficial cita um exemplo em Maringá, quando dois caminhões de quartéis diferentes foram enviados para um suposto incêndio de grandes proporções em uma casa; ao chegar, as equipes descobriram que a informação era falsa, deixando as áreas atendidas pelos quartéis sem cobertura durante o deslocamento. Nos atendimentos pré-hospitalares, cada minuto faz diferença, e um trote pode aumentar em até 10 a 15 minutos o tempo de resposta, agravando o estado de uma vítima.
Passar trote para serviços de emergência é crime previsto em lei. No Paraná, a Lei Estadual nº 17.107/2012 determina sanções administrativas, como multa e responsabilização do titular da linha, mesmo quando o autor é menor de idade.
O Código Penal também pode ser aplicado: o artigo 340 trata da comunicação falsa de crime ou ocorrência, com pena de detenção de um a seis meses ou multa, e o artigo 266 prevê reclusão de um a três anos e multa para quem interrompe ou perturba serviço público. Em situações com menores de idade, pais ou responsáveis podem ser chamados para prestar esclarecimentos e responder na esfera administrativa.
Segundo o Corpo de Bombeiros, muitos trotes acontecem à noite, de madrugada e em férias escolares, quando crianças estão com celular sem supervisão. Também há registros de ligações feitas por pessoas com deficiência intelectual que utilizam o número para conversar.
“Os pais e tutores devem ficar atentos ao uso de telefones por crianças ou pessoas com deficiência intelectual. Ao menor descuido, elas podem ligar para os serviços de emergência e atrapalhar o atendimento”, alerta a capitã Luisiana. O CBMPR reforça que o 193 deve ser usado apenas em situações reais, e que evitar trotes é uma forma direta de colaborar para que o socorro chegue mais rápido a quem está em perigo.
Fonte: Governo do Estado do Paraná
Imagens: CBMPR












