Sem traje espacial, o corpo humano perderia a consciência em poucos segundos no planeta vermelho; e o frio nem seria o maior problema.
Marte sempre despertou curiosidade por parecer o lugar mais próximo de uma futura colonização humana. Mas existe uma pergunta que chama atenção de muita gente: afinal, quanto tempo uma pessoa conseguiria sobreviver por lá sem qualquer proteção?
A resposta é muito menor do que a maioria imagina.
Sem traje espacial, um ser humano exposto diretamente à superfície marciana entraria em colapso em menos de um minuto e perderia a consciência em questão de segundos.
E o motivo principal não seria o frio.
Embora Marte tenha temperaturas extremamente baixas, o maior risco está na atmosfera do planeta. Ela é extremamente fina e composta quase totalmente por dióxido de carbono, sem oxigênio suficiente para manter o corpo funcionando.
O que aconteceria nos primeiros segundos?
Logo após a exposição, a pessoa começaria a sentir falta intensa de ar.
Em seguida apareceriam sintomas como:
- tontura
- confusão mental
- perda de coordenação
- dificuldade para enxergar com clareza
Segundo estimativas usadas em estudos sobre exposição a ambientes de baixa pressão, a perda de consciência poderia ocorrer entre 10 e 15 segundos.
O corpo explodiria?
Apesar de ser uma cena comum em filmes, isso não aconteceria.
O que ocorreria é um fenômeno conhecido como ebulismo. Com a pressão extremamente baixa, líquidos presentes nos tecidos começam a formar vapor.
O resultado pode incluir inchaço corporal, danos internos e rápida deterioração das funções vitais.
Ainda existiria alguma chance?
Em cenários semelhantes aos de Marte, especialistas apontam que uma pessoa poderia permanecer viva por algo entre um e dois minutos caso recebesse socorro imediato.
Mas nesse intervalo o cérebro já sofreria com a falta severa de oxigênio, aumentando o risco de danos permanentes.
Por isso, qualquer missão humana ao planeta depende de tecnologia avançada capaz de reproduzir as condições da Terra.
No fim, Marte pode parecer apenas um deserto vermelho no céu.
Mas bastariam poucos segundos sem proteção para mostrar que ele continua sendo um dos ambientes mais extremos já imaginados para a vida humana.
Fonte: G1












