No início da tarde desta sexta-feira (31), o prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos (Republicanos), juntamente com o presidente da Câmara, Adalberto Araújo (Republicanos), e o vereador Welington Frandji (Podemos), anunciaram o pagamento da reposição salarial dos servidores municipais, retroativo a 1º de maio. A execução dos rendimentos só foi possível após uma manobra acelerada por parte do líder do Executivo na Câmara, Welington Frandji (Podemos).
A Prefeitura de Paranaguá enviou à Câmara a mensagem nº 27/2025, no dia 12 de maio, sobre “a reposição por perdas inflacionárias aos servidores municipais”. Essa revisão é um direito garantido a todos os agentes públicos como forma de recompor o valor real de vencimentos e subsídios depreciados ao longo do ano anterior pela inflação.
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Contudo, a mensagem era para ter sido votada no dia 20 do mesmo mês. Já na pauta para a votação, o vereador Frandji precisou retirar o projeto da sessão, alegando “que a medida necessitava de ajustes técnicos por parte do Executivo”. A atitude causou apreensão por parte dos mais de 5 mil servidores municipais que aguardavam o reajuste anual de 5,53%, referente à data-base, ainda no mês de maio.
Porém, mais espanto ainda causou a agilidade com que o anteprojeto retornou à Casa de Leis. Na semana seguinte, no dia 26, a mensagem já estava sobre a mesa da presidência e sendo apreciada para votação entre os demais legisladores. Mais uma vez, Frandji usou a palavra, só que desta vez para defender a medida em prol dos servidores municipais.
A equipe de reportagem do portal O Litoral do Paraná entrou em contato com o vereador Welington Frandji para pedir esclarecimentos sobre o assunto. “Essa matéria esteve antes na casa para votação, mas, diante da verificação de uma inconsistência na mensagem, tanto pelo nosso departamento jurídico quanto pelo nosso departamento legislativo, e para não comprometer a vigência do projeto, optei por retirar da pauta da votação, enviar novamente ao Executivo para que fizesse os ajustes necessários”, declarou o vereador.
Embora a questão tenha causado alguns contratempos, o vereador lembra que “é necessário sempre respeitar o princípio da legalidade na gestão pública e que todos os detalhes precisam estar sempre acertados para que a matéria não sofra nenhum revés e a própria população seja prejudicada”, esclareceu.
EQUIPE TÉCNICA
A planilha de cálculo sobre o reajuste foi enviada à Casa de Leis junto com o anteprojeto e assinada pela Secretaria Municipal da Fazenda e Orçamento (SEMFA), representada pela secretária Verônica Marodim Marques. Após a realização de todos os cálculos, o projeto também passa pela Secretaria Municipal da Administração e RH (SEMAD), gerida por Amílcar Pacheco dos Santos, e, em seguida, é encaminhado à Secretaria Municipal de Governo (SEMGOV), administrada por Thiago Themanski Campos, e finalizado com a assinatura do chefe do Executivo, o prefeito Adriano Ramos.












