Temperaturas acima do normal e falta de chuva marcaram o mês em quase todo o Estado
Março terminou com calor acima do padrão e chuva abaixo do esperado na maior parte do Paraná, segundo dados do Simepar divulgados nesta quarta-feira (1º).
As temperaturas mínimas ficaram dentro da média no Leste, incluindo o Vale do Ivaí, um pouco mais altas no Centro-Sul e de 1°C a 2°C acima da média no Oeste, Noroeste e principalmente no Sudoeste. A menor marca do mês foi de 8°C em General Carneiro, no dia 14, e várias estações registraram as menores temperaturas do ano até agora no início de março, com destaque para cidades da Região Metropolitana de Curitiba e do Litoral.
As máximas ficaram próximas ou levemente acima da média na metade Norte e no Litoral, e de 1°C a 2°C acima da média da Região Metropolitana de Curitiba até o Oeste, com cidades do Sudoeste chegando a 2,8°C acima do histórico. A maior temperatura do mês foi de 38,7°C em Capanema, no dia 30, com outras estações anotando as maiores marcas de 2026 ao longo da segunda quinzena.
Na média diária, as temperaturas ficaram entre 1°C e 2°C acima do normal no Sudoeste e Centro-Sul, e de dentro a ligeiramente acima da média nas demais regiões. De acordo com o meteorologista Reinaldo Kneib, a falta de chuva deixou o tempo mais seco e com mais horas de sol, o que elevou tanto as mínimas quanto as máximas, com maior destaque para o Oeste e o Sudoeste.
Na chuva, o cenário foi de escassez: das 47 estações do Simepar com mais de seis anos de dados, apenas oito atingiram o volume histórico de março, e algumas registraram menos de 25 mm em todo o mês, como Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina. Massas de ar seco predominaram, deixando a chuva mais irregular do que o habitual para esse período de transição entre o verão úmido e o outono mais seco.
Londrina foi a primeira a alcançar a média histórica de chuva, com 262,4 mm em março, bem acima dos 139,4 mm esperados, concentrados em poucos dias com acumulados superiores a 70 mm. Duas semanas antes do fim do mês, outras cinco estações — entre elas Cambará, Cerro Azul, Cornélio Procópio, Fazenda Rio Grande e Telêmaco Borba — também já tinham superado ou alcançado seus volumes médios para março, e, na última semana, União da Vitória e Maringá completaram a lista.
A estiagem, porém, se agravou em diversas áreas, especialmente no Oeste e Sudoeste, com menos chuva, calor mais intenso e maior evapotranspiração, o que reduziu a umidade do solo e trouxe impactos ao campo. Ao todo, 14 municípios registraram ocorrências relacionadas à seca e 11 prefeituras decretaram situação de emergência, enquanto equipes da Defesa Civil acompanham de perto as regiões mais críticas e auxiliam na elaboração de projetos de prevenção e recuperação com recursos do Estado.
Para os próximos meses, o governo estadual prevê a entrega de veículos, barracas, EPIs, kits pick-up e moto-bombas para reforçar o combate a incêndios florestais e o apoio aos municípios. Segundo a coordenação da Defesa Civil, as previsões do Simepar têm ajudado a orientar ações locais, em um cenário de estiagem que atinge inclusive áreas do Litoral, tradicionalmente mais úmidas no verão.
Fonte: AEN – Governo do Estado do Paraná
Imagens: Geraldo Bubniak/AEN












