Núcleo Regional de Educação intensifica proteção em prédio histórico de Paranaguá após invasões
O Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, passou a ter vigilância reforçada depois de tentativas de entrada registradas no local nas últimas semanas, após o incêndio que atingiu o prédio no início de abril. A direção da escola procurou o Núcleo Regional de Educação ao perceber movimentação suspeita durante a madrugada, o que acendeu o alerta para o risco de novos acessos ao imóvel interditado.
Mesmo com o prédio fechado desde o incêndio, uma família de funcionário da instituição continua morando em uma casa dentro do terreno e foi esse grupo que notou a ação de pessoas tentando invadir e avisou as autoridades. A partir desse primeiro chamado, o Núcleo pediu apoio imediato da Polícia Civil e da Guarda Municipal, que passaram a intensificar as rondas nas imediações do instituto.
De acordo com o chefe do Núcleo Regional de Educação de Paranaguá, Paulo Penteado, mesmo com a presença dos moradores e das forças de segurança, houve nova tentativa de entrada, incluindo a retirada de refletores da fachada, inclusive em pleno dia. Diante dessa situação, o órgão decidiu contratar uma empresa de vigilância para manter segurança profissional 24 horas no espaço, somando esforços com a família que permanece no local.
Uma das principais preocupações foi a proteção do material histórico que restou no prédio, especialmente placas de bronze instaladas ao longo dos anos. Para evitar furtos, a equipe optou por retirar essas peças do instituto e encaminhá-las para guarda temporária junto ao próprio Núcleo Regional de Educação, enquanto o restante do acervo permanece preservado sob responsabilidade do órgão.
O prédio segue monitorado com a presença da família moradora, rondas da Guarda Municipal, apoio da Polícia Civil e agora vigilância privada em tempo integral. Segundo o Núcleo, as medidas buscam garantir o cuidado com o patrimônio público enquanto o governo do Estado organiza a recuperação do instituto e a redistribuição dos estudantes para outros locais de aula. As tentativas de furto continuam sendo apuradas pelas forças de segurança, enquanto a comunidade aguarda a definição dos próximos passos para a reconstrução do imóvel histórico.
Fonte: Rádio Litoral Sul FM 95.9
Imagens: Kaike Mello / Rádio Litoral Sul FM












