CRM-PR lança campanha para proteger profissionais da linha de frente e incentivar denúncias de violência
O Paraná aparece como o segundo estado do país em número de agressões contra médicos, segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM). Apenas em 2026, já foram registrados 36 casos no estado, com maior incidência nos serviços de atendimento inicial à população. Entre os principais motivos relatados estão a insatisfação com a demora no atendimento e discussões envolvendo a emissão de atestados médicos.
Os dados mostram que a maioria das vítimas trabalha na chamada linha de frente, especialmente em unidades básicas de saúde. A Comissão de Prevenção à Violência Contra Médicos do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) aponta que cerca de 87% dos episódios de agressão ocorrem na rede pública, onde está concentrada grande parte dos médicos generalistas.
Diante desse cenário, o CRM-PR lançou uma campanha voltada à valorização e proteção do médico generalista. A iniciativa quer reforçar a importância desses profissionais no atendimento diário à população, além de chamar a atenção para o aumento da violência sofrida por médicos em consultórios, unidades básicas, prontos-socorros e demais serviços de saúde.
A campanha também destaca a necessidade de denunciar casos de violência física, verbal, ameaças e intimidações sofridos no exercício da profissão. O CRM-PR orienta que os médicos registrem formalmente as ocorrências, para que cada situação possa ser acompanhada e tenha o encaminhamento adequado pelos órgãos competentes.
“O combate à violência contra médicos é uma pauta permanente do Conselho de Medicina do Paraná. Nenhum profissional deve exercer a Medicina sob ameaça, intimidação ou insegurança”, afirma o presidente do CRM-PR, Eduardo Baptistella. Ele ressalta que o respeito aos profissionais e a garantia de condições seguras de trabalho são fundamentais para o atendimento à população.
A ação reforça o papel essencial do médico generalista nos serviços de maior demanda, como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-socorros, tanto públicos quanto privados. Segundo o CRM-PR, esses profissionais lidam diariamente com situações de alta pressão assistencial, o que torna ainda mais urgente a implementação de medidas de proteção e valorização.
Dentro das ações institucionais, o Conselho destaca que a campanha integra uma agenda mais ampla em defesa do exercício ético e seguro da Medicina. A proposta é fortalecer iniciativas que preservem a integridade dos médicos, valorizem a profissão e, ao mesmo tempo, contribuam para a proteção da sociedade por meio de um atendimento digno e seguro.
O CRM-PR mantém canais específicos para o recebimento e encaminhamento de denúncias relacionadas à violência contra médicos. As orientações sobre como registrar casos e buscar apoio estão disponíveis diretamente com o Conselho, que incentiva que nenhum episódio de agressão fique sem comunicação.
Fonte: Bem Paraná / CFM / CRM-PR
Imagens: Bem Paraná












