Empresa criou fator de risco previsível com brinde nos rótulos da Copa
A Copa do Mundo chegou e as figurinhas voltaram a atrair colecionadores. A Coca-Cola viu a oportunidade e decidiu oferecer cromos nos rótulos das garrafas. A estratégia parecia simples: dar um brinde, atrair consumidores e aumentar as vendas. Uma ação em que todos ganhariam. Ou pelo menos, seria.
No entanto, o plano de marketing básico desencadeou uma onda de furtos em supermercados pelo Brasil. “Consumidores” perceberam que arrancar as figurinhas dos rótulos sem comprar o produto era bem mais fácil. Como produtos sem rótulo não podem ser vendidos, o que seria lucro rapidamente virou prejuízo.
A Coca-Cola anunciou que fará a reposição dos produtos parcialmente furtados para evitar prejuízos aos pontos de venda. Porém, especialistas em direito afirmam que a empresa criou um “fator de risco previsível” ao colocar o brinde nas garrafas. A Coca-Cola é responsável por substituir os produtos, pois deveria saber que isso aconteceria.
Segundo advogados e especialistas em direito, colocar um brinde ao alcance das mãos do consumidor no Brasil é um fator de risco previsível. Esse raciocínio, comparado a culpar o termômetro pela febre, leva a tristes conclusões: andar com celular na rua, dirigir com janela aberta ou usar objetos de valor cria fator de risco previsível.
A campanha da Coca-Cola revela muito mais sobre o Brasil do que sobre vender refrigerante. Infelizmente.
Fonte: R7 Entretenimento
Imagens: Reprodução/X












