Caso no Litoral mostra como tecnologia usada pela segurança pública tem acelerado investigações no Paraná
Um detalhe aparentemente sem importância foi decisivo para solucionar um caso de homicídio em Paranaguá. A única informação disponível para os investigadores era que o carro utilizado pelos atiradores estava com a lanterna traseira esquerda queimada. Com essa descrição, o Programa Olho Vivo conseguiu localizar o veículo nas imagens das câmeras de monitoramento e ajudou a polícia a esclarecer o crime em menos de 24 horas.
Após identificar o automóvel, as equipes constataram que ele circulava com placa falsa e havia sido roubado semanas antes. Dois homens que estavam com o veículo foram presos.
O caso é um dos exemplos do uso do Programa Olho Vivo, solução tecnológica baseada em inteligência artificial (IA) que auxilia as forças de segurança do Paraná nas investigações e no combate à criminalidade.
Somente em junho, cerca de 180 ocorrências foram solucionadas pela Polícia Civil e pela Polícia Militar com o apoio da ferramenta. Este foi o sexto mês consecutivo de crescimento nos resultados desde o início oficial desta fase do programa. O número de casos resolvidos no mês é nove vezes maior do que o registrado em janeiro.
Nos primeiros seis meses de funcionamento, o sistema contribuiu para a solução de aproximadamente 780 ocorrências em todo o Estado. No mesmo período, as ações resultaram em mais de 440 prisões e na recuperação de cerca de 400 veículos.
Segundo o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo de Tarso Sanson, a tecnologia tem reforçado o trabalho das equipes policiais.
“O uso dessa tecnologia integrada tem potencializado o trabalho das forças de segurança do Paraná, dando mais agilidade e precisão nas ações que visam coibir o crime e prender os criminosos”, afirmou.
Como funciona o sistema
O Programa Olho Vivo combina o trabalho dos policiais com uma plataforma de inteligência artificial capaz de cruzar informações importantes para as investigações.
A tecnologia faz a leitura das placas dos veículos, identifica modelo e cor, além de detectar irregularidades, como casos de clonagem, quando a mesma placa aparece circulando ao mesmo tempo em cidades diferentes.
Os dados também são comparados com bancos de informações sobre furtos, roubos, mandados de prisão e outras restrições. Quando o sistema encontra alguma correspondência, um alerta é enviado às equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil para dar sequência às abordagens e investigações.
Além do caso de Paranaguá, a ferramenta também foi utilizada na Região Metropolitana de Curitiba para localizar um jovem desaparecido havia mais de duas semanas. A busca foi feita com base nas características do carro da família, um Hyundai HB20 marrom que transportava uma bicicleta azul presa ao porta-malas. O sistema refez o trajeto do veículo, indicou a região onde ele poderia estar e o rapaz foi encontrado com vida.
O Programa Olho Vivo é executado pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná, em conjunto com a Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados, com atuação integrada das Polícias Militar e Civil do Estado.
Fonte: Bem Paraná
Imagens: SESP












