Em uma decisão histórica, o conclave realizado na Capela Sistina elegeu nesta quarta-feira (8) o cardeal norte-americano Robert Francis Prevost como o novo papa da Igreja Católica. Ele escolheu o nome Leão XIV, tornando-se o primeiro pontífice dos Estados Unidos a assumir o comando da Santa Sé.
A fumaça branca surgiu no início da tarde em Roma, indicando ao mundo que a Igreja havia escolhido o sucessor de Francisco, falecido em abril de 2025. Pouco depois, o cardeal protodiácono anunciou ao mundo: “Habemus Papam!”, revelando o nome de Robert Francis Prevost como o novo líder espiritual de mais de 1,3 bilhão de católicos ao redor do globo.
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Quem é Leão XIV
Nascido em 14 de setembro de 1955, em Chicago (EUA), Prevost é membro da Ordem de Santo Agostinho (O.S.A.). Missionário experiente, atuou no Peru por quase três décadas, onde foi bispo de Chiclayo. Em 2023, foi nomeado prefeito do Dicastério para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, posições que o colocaram no centro das decisões da Cúria Romana.
Prevost foi elevado ao cardinalato pelo Papa Francisco em setembro de 2023 e, posteriormente, ao posto de cardeal-bispo, a mais alta categoria entre os cardeais. Reconhecido por sua formação em Direito Canônico, sua experiência pastoral na América Latina e seu perfil conciliador, ele era apontado como um dos favoritos no conclave de 2025.
Significado do nome Leão XIV
A escolha do nome Leão XIV remete a uma tradição papal de liderança firme e doutrinária. O último papa com esse nome foi Leão XIII, que liderou a Igreja entre 1878 e 1903 e ficou conhecido por sua encíclica Rerum Novarum, marco da Doutrina Social da Igreja. Com a escolha, Leão XIV sinaliza o desejo de continuidade na defesa dos direitos sociais e na renovação da missão pastoral da Igreja.
Desafios do novo pontificado
Leão XIV assume em um momento de grandes desafios para a Igreja Católica: a crescente secularização na Europa, tensões internas entre alas progressistas e conservadoras, a crise de abusos e a necessidade de reforçar a presença da Igreja nas Américas, África e Ásia.
O novo papa deve também lidar com questões como a reforma da Cúria Romana, o papel das mulheres na Igreja, os direitos indígenas e os impactos das mudanças climáticas — temas que ganharam visibilidade sob o pontificado de Francisco.












