Presidente retoma liderança numérica, mas segue em empate técnico com o senador em disputa considerada equilibrada
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra o presidente Lula com 42% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro com 41% em um cenário de 2º turno nas eleições presidenciais de outubro, quadro que configura empate técnico pela margem de erro de dois pontos percentuais. Em abril, era Flávio quem aparecia numericamente à frente; em março, os dois estavam empatados com 41% cada. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, avaliou que, pelo terceiro mês seguido, as oscilações acontecem dentro da margem de erro, indicando uma disputa bastante competitiva.
No recorte dos eleitores independentes — que não se declaram nem de direita, nem de esquerda, nem ligados a Lula ou ao bolsonarismo — o cenário está fragmentado: 35% dizem que não pretendem votar em um 2º turno entre os dois, 31% escolheriam Flávio Bolsonaro e 29% votariam em Lula. Segundo a Quaest, esse grupo representa 32% do eleitorado e tende a ser decisivo na reta final da campanha.
A pesquisa traz ainda outros cenários de 2º turno, todos com Lula à frente. Contra Romeu Zema, o presidente aparece com 44%, ante 37% do governador mineiro. No duelo com Ronaldo Caiado, Lula tem 44% e o goiano, 35%. Já diante de Renan Santos, o petista registra 45%, contra 28% do adversário, maior vantagem entre os cenários testados.
No 1º turno, a Quaest testou dez nomes, e Lula lidera com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 33%, seguido por Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ambos com 4%. Renan Santos tem 2%, e outros pré-candidatos, como Augusto Cury, Cabo Daciolo, Samara Martins, Aldo Rebelo e Hertz Dias, não passam de 1%. Indecisos somam 5%, e 10% declaram que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.
O levantamento também mediu o humor do eleitorado com o governo Lula. A desaprovação ao governo caiu de 52% para 49%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%, reduzindo a diferença entre os dois indicadores de nove para três pontos. A avaliação negativa da gestão recuou de 42% para 39%, e a positiva avançou de 31% para 34%, com 25% classificando o governo como regular.
A Quaest investigou ainda a percepção sobre o noticiário: 43% dizem ver mais notícias negativas sobre o governo, ante 48% em abril, enquanto 32% relatam mais notícias positivas, frente a 23% no mês anterior. Entre as ações recentes do Planalto estão o lançamento de uma nova edição do programa Desenrola para renegociação de dívidas, o anúncio de um plano de combate ao crime organizado e o fim da chamada “taxa das blusinhas” sobre compras internacionais de até 50 dólares.
O instituto perguntou também sobre o Desenrola 2.0, e 50% dos entrevistados consideram o programa uma boa iniciativa para ajudar quem está endividado, com 48% acreditando que ele vai ajudar muito as famílias. Outro ponto ouvido foi a percepção sobre a visita de Lula ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: para 43%, o petista saiu politicamente mais forte após o encontro.
Mesmo com os indicadores de aprovação em leve melhora, 55% dos entrevistados avaliam que Lula não deveria ter um novo mandato, enquanto 41% defendem que ele continue no cargo. A pesquisa mostra ainda um país dividido sobre o futuro político: 44% dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder, e 42% temem mais a reeleição de Lula; 7% afirmam ter medo dos dois cenários.
Encomendado pela Genial Investimentos, o levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 11 de maio, em entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%; o registro no TSE é BR-03598/2026.
Fonte: G1
Imagens: G1












