Neste domingo (11), o Dia das Mães pode ser considerado uma data de reflexão sobre as responsabilidades atreladas às mães nas tarefas diárias de cuidado com os filhos, especialmente, em meio à enxurrada de informações disponíveis no ambiente digital. Mesmo assim, a tecnologia desponta como um recurso usado por elas para driblar as dificuldades encontradas no dia a dia, seja no auxílio das tarefas diárias, educação, nutrição ou na busca por entretenimento, e aliviar as pressões atreladas à maternidade.
No caso da prestadora de serviços administrativos, Tammy Ellen Perez Miras, de 39 anos, moradora de Paranaguá, o uso da tecnologia é voltado para aprimorar os conceitos de maternidade por meio da realização de cursos online com profissionais multidisciplinares. Mãe de três filhos, a profissional destaca o quanto as aulas auxiliam no desenvolvimento educacional, alimentar e comportamental. “Os cursos contam com profissionais na área de psicologia, nutrição, além de outros especialistas. Sinto que tem feito muito a diferença na educação das crianças”, destaca.

Da mesma forma, a tecnologia tem sido um recurso usado pela parnanguara Gabriela Damasceno, 31 anos, na educação e desenvolvimento da sua filha de quatro anos. “Faço o uso da tecnologia, mas de forma equilibrada e consciente, bem dosada ela pode ser uma grande aliada, com os conteúdos lúdicos e interativos”, relata. Segundo a tecnóloga em gestão ambiental e engenheira eletricista, aplicativos também a ajudam na organização das tarefas diárias. “Utilizamos na organização da rotina da Isadora, calendários compartilhados que me ajudam e também com minha rede de apoio, app de lembrete de atividade, horários, consultas. Tudo que for pra ajudar e deixar o dia a dia mais leve é bem vindo”, afirma.
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Desafios no meio digital
Com o uso crescente das tecnologias e os benefícios promovidos na sociedade em geral, também são levantadas questões a respeito dos malefícios da exposição ao mundo virtual, especialmente, de crianças e jovens. Esse foi um dos pontos que as mães relataram como sendo os principais desafios na criação dos filhos. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou o vício em telas como uma doença. Diante desta situação, elas contam que mantêm uma rotina de controle sobre o tempo de acesso ao ambiente online.
“Minha filha, de 15 anos, usa o celular duas horas por dia e também pode assistir a TV por duas horas. Meu outro filho, que tem 10 anos, não usa celular, mas pode assistir um filme ou usar o tempo dele no vídeo game. E o caçula, de 3 anos, assiste televisão por 1 hora, mas não todos os dias, limitamos o acesso dele ao máximo”, explica Miras.
Damasceno ainda destacou o quanto os pais devem servir de referência aos filhos quando o assunto é o tempo passado em frente às telas. “É muito desafiador, às vezes assustador. Quero que ela aproveite o melhor da tecnologia mas sem perder a leveza da infância, por isso, tento estar sempre presente e orientar, educar uma criança nesse meio tecnológico exige muita presença física e muito diálogo, além de dar o exemplo. Claro que isso são tentativas, às vezes dá certo, às vezes não, mas as tentativas exigem paciência e afeto”, conclui.












