Medida sanitária vale até nova análise liberar áreas de cultivo
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) suspendeu temporariamente a retirada de ostras para consumo humano em áreas de cultivo de Guaratuba, no Litoral paranaense. A decisão foi publicada em nota técnica do Departamento de Saúde Animal no dia 23 de outubro.
A interdição ocorreu depois que exames laboratoriais apontaram concentrações de ficotoxinas do grupo do ácido okadaico acima do limite permitido para consumo. A substância é produzida por uma microalga e pode se acumular em moluscos como ostras, mexilhões, vieiras e berbigões.
Segundo a Adapar, o consumo de produtos contaminados pode provocar intoxicação alimentar. Os sintomas incluem diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais.
A suspensão atinge apenas as áreas indicadas nos atos de interdição e permanece até que o monitoramento laboratorial e os procedimentos previstos em lei permitam a liberação da atividade.
As demais áreas de produção seguem sob avaliação sanitária regular. A retirada de moluscos em cada local depende dos resultados oficiais do Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros.
A Adapar monitora moluscos bivalves no Litoral do Paraná desde 2024, com coletas periódicas de água e de animais. O objetivo é identificar riscos à saúde pública e assegurar a qualidade dos produtos destinados ao consumo.
Nas áreas afetadas, o acompanhamento será reforçado, com novas coletas para verificar os níveis de ficotoxinas. O órgão informou que continuará acompanhando a situação e divulgará atualizações sobre a eventual reabertura das áreas.
Fonte: Agência Estadual de Notícias (AEN/PR)











