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Novo Tesouro Reserva quer disputar espaço com a poupança; entenda do zero o que é e como funciona

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Investimento do Tesouro Direto rende pela Selic, aceita aplicações a partir de R$ 1 e promete simplicidade para quem está começando a guardar dinheiro

O que é Tesouro Direto e o que é o Tesouro Reserva

Tesouro Direto é a plataforma em que o governo federal vende “pedacinhos” da sua dívida em forma de títulos públicos para pessoas físicas, de forma 100% online. Quando você compra um título, está basicamente emprestando dinheiro ao governo em troca de juros definidos nas regras de cada papel.

O Tesouro Reserva é um novo tipo de título dessa plataforma, criado pelo Ministério da Fazenda para ajudar o investidor a formar uma reserva financeira com foco em simplicidade e previsibilidade. Ele nasce como alternativa direta à poupança, aos CDBs de bancos e às “caixinhas digitais” oferecidas por instituições financeiras.

Como o Tesouro Reserva rende dinheiro

O rendimento do Tesouro Reserva é atrelado à taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira e serve de referência para bancos, empréstimos e outros investimentos. Isso significa que, se a Selic sobe, a tendência é que o retorno do título também aumente; se a Selic cai, esse rendimento diminui.

Por ser um título público de renda fixa emitido pelo governo federal, especialistas classificam o Tesouro Reserva como um investimento de baixo risco, voltado a quem quer segurança sem abrir mão de juros competitivos.

Aplicação, resgate e regras básicas

Uma das principais apostas do Tesouro Reserva é o valor mínimo de aplicação: dá para começar com apenas R$ 1, o que facilita o acesso para quem nunca investiu e tem pouco dinheiro disponível. O sistema permite aplicar e resgatar qualquer quantia a qualquer hora do dia, todos os dias da semana, com possibilidade de movimentação inclusive via PIX.

O título tem prazo de vencimento de 3 anos, mas o investidor não é obrigado a esperar esse tempo para pegar o dinheiro de volta. O resgate pode ser feito a qualquer momento, sem desconto por oscilação de preço, o que aumenta a previsibilidade sobre quanto o investidor vai receber no momento em que decide sacar.

Menos “sustos”: sem marcação a mercado no dia a dia

No Tesouro Selic e em outros títulos públicos, o valor do papel muda diariamente por causa da chamada marcação a mercado, mecanismo que atualiza o preço conforme as expectativas para juros e inflação. Isso pode gerar pequenas oscilações no saldo, principalmente quando o investidor aplica ou resgata antes do vencimento.

No Tesouro Reserva, a proposta é que o valor aplicado não sofra essas oscilações na hora da compra ou do resgate, o que reduz a sensação de “montanha-russa” no extrato e torna o produto mais fácil de entender para o público iniciante. Especialistas destacam que essa previsibilidade aproxima o Tesouro Direto da experiência oferecida hoje por fintechs e bancos digitais.

Onde investir e com quem ele concorre

O Tesouro Reserva foi desenvolvido em parceria entre o Tesouro Nacional e o Banco do Brasil, e já está disponível para clientes da instituição. Para aplicar, o correntista deve entrar no aplicativo, acessar a área do Tesouro Direto, escolher o Tesouro Reserva, definir o valor desejado e confirmar a operação.

O Ministério da Fazenda afirma que a oferta em outros bancos vai depender da adesão e da implementação de cada instituição. Por reunir baixo valor mínimo, resgate a qualquer momento e rendimento ligado à Selic, o título passa a competir diretamente com CDBs, caixinhas digitais e a tradicional poupança como opção de “dinheiro de emergência” ou de curto prazo.

Taxas, impostos e cuidados

Como os demais títulos do Tesouro Direto, o Tesouro Reserva segue a tabela regressiva do Imposto de Renda para investimentos de renda fixa. A alíquota começa em 22,5% sobre os rendimentos para aplicações de até 180 dias e cai gradualmente até 15% para quem mantém o investimento por mais de 2 anos.

O IR incide apenas sobre o ganho, não sobre o valor total aplicado: se alguém aplica R$ 1.000 e o saldo vai a R$ 1.100, o imposto é calculado apenas sobre os R$ 100 de lucro. Em resgates nos primeiros 30 dias, também há cobrança de IOF, que deixa de ser aplicada depois desse período, além da taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano, com isenção para aplicações de até R$ 10 mil.

Fonte: G1

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