Subiu uma fumaça no plenário da Câmara de Paranaguá. Mas calma, ainda não é sinal de que temos um posicionamento claro vindo de alguns vereadores. A cor da fumaça? Um misto de cinza, bege e um leve tom de conveniência. Porque, sinceramente, tem parlamentar que muda de lado com a agilidade de um goleiro em cobrança de pênalti. Só que aqui, o jogo é com a paciência do povo – e ela está na prorrogação.
Tem semanas em que esses representantes do povo descem a lenha na prefeitura. Em outras, aparecem sorrindo em fotos como se fossem padrinhos de casamento do Executivo. Uma verdadeira dança das cadeiras ideológica. O problema é que a cadeira que ocupam é pública – e quem paga pelo rebolado político é o cidadão.
E no meio desse bailado parlamentar, uma boa nova: foi aprovada a resolução que regulamenta as faltas dos vereadores. Sim, senhores, agora quem não aparecer vai sentir o peso no bolso. E não, isso não é ficção. É real. Paranaguá finalmente descobriu que vereador não é Pokémon: não pode simplesmente “sumir no mato” e continuar recebendo.
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Mas não nos empolguemos com fumaça branca demais. Afinal, o povo já cansou de ver discursos inflamados quando as câmeras estão ligadas – e um silêncio ensurdecedor nos bastidores. Agora, quando começam a surgir súbitas manifestações de “preocupação” com os problemas da cidade, sempre às vésperas de algo (cof cof, calendário eleitoral, cof cof), é bom levantar a sobrancelha.
Alguns “pares da consciência social” estão ocupando a tribuna com discursos acalorados. Parece que descobriram, do nada, que a cidade tem problemas. Habbemus indignação! Ou será que é só fumaça?
No fim das contas, o povo não exige muito: só quer que os vereadores façam o que prometeram na campanha. Não precisa milagre, nem latim no alto-falante. Basta um pouquinho de coerência. E, claro, presença.
Enquanto isso, seguimos atentos. Porque da próxima vez que subir fumaça do plenário, a gente espera que venha com um pouco menos de teatro… e um pouco mais de compromisso.











